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“Não há maior evidência de insanidade do que fazer a mesma coisa dia após dia e esperar resultados diferentes” (Albert Einstein)

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Esclarecimentos em relação ao registro como Microempreendedor Individual

Quando entrou em vigor o Empreendedor Individual?

O Empreendedor Individual entrou em vigor no dia 1º de julho de 2009.

Quando podem começar a ser feitas as inscrições?

No dia 1º de julho somente o Distrito Federal está adequado ao sistema que interliga os órgãos federais (Receita Federal e INSS) e estaduais (Juntas Comerciais). Os demais Estados se integrarão de forma sucessiva nos próximos dias, com a integração das Juntas Comerciais.

Há uma previsão em relação a essa integração? Como saberei quando começará a valer no meu estado?

Ainda não há essa previsão. Tudo dependerá de quando a Junta Comercial do seu estado finalizará o processo de adequação do sistema de informática e dos requisitos de segurança de dados. RJ, SP e MG devem iniciar as inscrições nos próximos dias.

Porque o processo de inscrição não se iniciou em todos os estados?

Por força de uma grande quantidade de ajustes de alta complexidade a serem feitos, no processo de integração de 27 estados e de órgãos federais. Apesar dos sistemas e infra-estruturas já existentes, questões de segurança das informações prestadas também demandam novos procedimentos, já que envolvem tantas instituições, de tantos estados.

Então não há nada a fazer?

Sim. Procure as informações necessárias sobre as regras municipais para funcionamento de seu negócio (como regras de localização, por exemplo) e conheça os detalhes do Empreendedor Individual, como benefícios, custo e demais regras. Também pode ser feito um pequeno planejamento orientado pelo Sebrae, conforme está no Portal do Empreendedor (www.portaldoempreendedor.gov.br).

Onde posso conseguir mais informações e acompanhar o processo de integração?
Pelo Portal do Empreendedor (www.portaldoempreendedor.gov.br) ou pelos telefones 0800 570 0800 e 135.
Mas o Portal do Empreendedor está no ar?
Sim, ele está no ar, com todas as orientações necessárias para que o interessado conheça os detalhes do Empreendedor Individual.
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Terça-feira, 30 de Junho de 2009

O passo a passo do registro do Microempreendedor Individual (MEI)


1 – Antes de fazer o registro no sistema (via www.portaldoempreendedor.gov.br/, o interessado deve estar ciente da viabilidade do exercício de sua atividade no local escolhido (domicílio, imóvel comercial ou mesmo em vias públicas). Também deve conhecer outras obrigações a serem cumpridas, que são importantes, como as sanitárias, por exemplo. Para isso, o Sebrae, os escritórios de contabilidade optantes pelo Simples e as prefeituras podem ajudá-lo (Sugiro colocar links, para a área onde constarão os endereços).

2 – Ciente da viabilidade do seu negócio e das regras mínimas, o interessado deve fazer uma pesquisa para saber se o nome da empresa a ser registrada está disponível. O sistema informará se o nome poderá ser registrado e, se não, dará opções de outros nomes.

3 - Aprovado o nome da empresa, deve preencher a ficha de inscrição, informando os dados pessoais e os da empresa a ser aberta, junto com uma declaração de ciência e cumprimento da legislação. Feito isso, recebe automaticamente os registros no CNPJ, na Junta Comercial, na Previdência Social e um documento com valor de alvará de funcionamento. A previsão é que esse processo dure no máximo 30 minutos.
4 – Depois, será gerado um documento, que deverá ser impresso, assinado, anexado a uma cópia do RG e encaminhado para a Junta Comercial num prazo de até 60 dias. O envio do requerimento à Junta é necessário porque a lei exige assinatura do interessado.

5 - Concluída a inscrição, o empreendedor deverá solicitar a emissão do Documento de Arrecadação Simplificada (DAS), por meio do qual fará o pagamento do imposto único mensal. Como esse valor é fixo, ele poderá solicitar o DAS para o ano inteiro e pagar mês a mês.

Mais informações sobre o MEI? Clique AQUI.

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Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Início de um novo negócio

Vale a pena dar uma olhada na série "O início de um novo negócio", feita pela Viviane Vilela, no blog Beco com Saída. Está dividido em 6 partes (e contando).

1ª parte, 2ª parte, 3ª parte, 4ª parte, 5ª parte, 6ª parte.

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Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Microempreendedor Individual-Quem pode?

Quer conhecer as mais de 500 atividades que poderão se enquadrar como Microempreendedor Individual? Clique AQUI e baixe a lista, com os seus respectivos CNAE. Lembramos que há o conceito em si (faturamento, sem sócios, etc.). Para mais informações clique AQUI.

Em breve postaremos um manual feito para o Sebrae, bem técnico. A cartilha, mais básica, está no forno.

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Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Empresa de serviços optante pelo Simples ganha mas não leva.


A Instrução Normativa RFB nº 938/2009, publicada em 18 de maio último extingue a retenção de 11% sobre o valor bruto da nota fiscal, da fatura ou do recibo de prestação de serviços mediante cessão de mão de obra ou empreitada para empresas optantes pelo Simples Nacional, com exceção daquelas tributadas pelo Anexo IV ( construção de imóveis e obras de engenharia em geral, inclusive sob a forma de subempreitada, execução de projetos e serviços de paisagismo, bem como decoração de interiores e serviço de vigilância, limpeza ou conservação).
Parece ótimo não é? Seria, se a mesma IN, interpretando a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, não estipulasse que, se o optante pelo Simples prestar serviços mediante cessão de mão de obra ou empreitada, estará excluído do regime, com exceção, mais uma vez. dos enquadrados no Anexo IV.
Alguns informativos jurídico-contábeis andaram divulgando parcialmente a informação, como se fosse uma coisa boa.
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Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

De Marx ao BNDES a chance de socializar o capitalismo


Por Carlos Magno Gibrail

Via Blog do Milton Jung


Do Capital de Marx, que denunciava a “mais valia” - a posse do capital ou dos bens de capital que possibilita usufruir do rendimento do trabalho alheio - até hoje, fica ainda a procura por um sistema que produza riqueza e a distribua.
É o que se propõe o BNDES: “A missão do BNDES é promover o desenvolvimento sustentável e competitivo da economia brasileira, com geração de emprego e redução das desigualdades sociais e regionais”
Com 216 bilhões em carteira, com 40% do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) que corresponde a 100 bilhões de reais em estoque e 204 mil operações em 2008 parece que tem força para encarar o desafio proposto em sua Missão.
Isto sem falar que com os 92,2 bilhões de reais em desembolso é o dobro do BID e do BIRD juntos. Sim, Banco Interamericano de Desenvolvimento e Banco Mundial, que tanto espaço ocupam diariamente na mídia econômica internacional, somados, são a metade do BNDES.
Mas o recém formado, o empreendedor nato, o comerciante a espera de pequeno capital para abrir uma lojinha, ou comprar uma pedra no CEAGESP, ou ainda uma barraca de feira, provavelmente nunca ouviram falar do dinheiro do BNDES. Ou, quem sabe, um executivo recém desempregado a procura de capital para adquirir uma franquia com segurança, talvez mais próximo ao mercado financeiro, já tenha conhecimento das possibilidades oferecidas.
Elas existem, embora não tão fáceis e nem tão atraentes como ao dinheiro oferecido ao grande capital, mas ainda assim é o recurso mais barato para estas pessoas físicas e micro, pequenas e médias empresas.
Embora das 204 mil operações 175 mil fossem dirigidas para as pessoas físicas e micro, pequenas e médias empresas, o Cartão BNDES tenha atingido o expressivo número crescente de 100 mil, o seu prazo de pagamento estendido de 36 para 48 meses, o seu teto aumentado de 250 mil reais para 500 mil reais e juros de 1% ao mês, 76% dos recursos desembolsados foram para o grande capital e 24% para o pequeno.
O Banco do Brasil, a Caixa e o Bradesco, operadores para os financiamentos abaixo de 10 milhões, ficam responsáveis pelas garantias e se remuneram com parte do 1%. Portanto seus produtos são mais lucrativos que este. E administram como tal.
Nas linhas de crédito especiais tipo Revitalize, que contempla setores específicos é preciso acompanhar de perto para saber da existência e para obter o financiamento.
No Cartão BNDES é verificar a lista de produtos disponíveis, incluídos dentro de critérios de nacionalização e sustentabilidade, e ter crédito no repassador.
Para capital de giro o PEC Programa Especial de Crédito os juros anuais são de 10,25% mais “spread”, 12 meses de carência e prazo de 36 meses.
Podemos aferir que os 24% destinados aos pequenos cumprem a premissa da socialização, entretanto é preciso comparar alguns investimentos efetivados aos grandes.
O economista Nelson Barrizzelli, lembra o caso da Ford em Camaçari, quando foram criados 2000 empregos com investimento de 800 milhões de dólares.
Especialista também na área supermercadista, Barrizzelli sugere: “Se fosse investido 50 mil reais em 16 mil pequenos supermercados é de supor que pelo menos seria criado 1 emprego para cada uma das 16 mil unidades.Para quem recebe recursos do Fundo de Amparo aos Trabalhadores investir em grandes empreendimentos que normalmente não são intensos de mão de obra, é no mínimo tão desconcertante quanto a distância de 2000 para 16000 empregos”.
Que Marx descanse em paz, pois um dia ainda chegamos lá.
Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve às quartas-feiras no Blog do Milton Jung mostrando o caminho das pedras. Ou do capital.

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Terça-feira, 2 de Junho de 2009

Microempreendedores individuais pagarão R$ 5 por conta bancária


Serviço será oferecido pelo Banco do Brasil, a partir de 1º de julho, data em que entra em vigor o Empreendedor Individual

Coletiva de imprensa com representantes das instituições responsáveis pela implementação da nova categoria fiscal

Brasília - Os profissionais autônomos que aderirem ao Empreendedor Individual, figura jurídica criada para facilitar a formalização de costureiras, manicures, carpinteiros, cabeleireiros, sapateiros, entre outras profissões, poderão abrir a conta bancária de sua empresa pagando apenas R$ 5 de taxa de serviços mensal.

A medida foi anunciada pelo gerente-executivo do Banco do Brasil, Antonio Sérgio de Carvalho Rocha, durante coletiva de imprensa das instituições responsáveis pela implementação da nova categoria fiscal, nesta sexta-feira (29) em Brasília. Os novos empreendedores também terão direito a um limite mínimo entre R$ 1 mil e R$ 2 mil, dependendo do faturamento anual. Eles poderão ter cartão de crédito, acessar todos os terminais, fazer financiamentos, tirar extratos, realizar transferências, entre outros serviços.

O pacote estará disponível a partir de 1º de julho, data em que o Empreendedor Individual entrará em vigor. Para ter acesso aos serviços bancários, o profissional deverá apresentar documentos pessoais, comprovante de renda, que será emitido gratuitamente por contabilistas que aderiram ao Simples Nacional, e o CNPJ emitido no Portal do Empreendedor. O gerente do BB também anunciou que os empreendedores individuais poderão parcelar a fatura do cartão de crédito em até 18 vezes, com juros de 2,11% ao mês. “O grande diferencial dessa linha será a simplicidade do acesso ao crédito. Uma vez aberta a conta, o cliente poderá comprar em qualquer estabelecimento, com opção de pagar a fatura ou financiá-la com juros baixos”, afirmou.

O Empreendedor Individual foi criado pela Lei Complementar 128/08, que aprimorou a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (LC 123/06). A partir de 1º de julho de 2009, poderão se formalizar por meio desse mecanismo empreendedores da indústria, comércio e serviço – exceto locação de mão-de-obra e profissões regulamentadas por lei – com receita bruta anual de até R$ 36 mil. Os interessados devem ter no máximo um funcionário com renda de até um salário mínimo mensal.A coletiva de imprensa foi realizada após a abertura do seminário ‘Agenda 2009 – Por um Brasil mais simples’ e contou com a participação do ministro da Previdência, José Pimentel, do presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, do presidente do Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae, senador Adelmir Santana, do presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon), Valdir Pietrobon, além de representantes da Receita Federal e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

O presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, afirmou aos jornalistas que a Instituição colocará toda sua estrutura à disposição dos profissionais interessados na formalização. “Estamos preparando nossos consultores para visitar os lugares com maior concentração de empreendedores, para levar informações, explicar as vantagens da formalização e oferecer assistência técnica. Não vamos ficar esperando o empreendedor, nosso atendimento será presencial”, ressaltou Okamotto.

Para o presidente do Sebrae, os profissionais autônomos só buscarão a formalização se tiverem a convicção de que vão melhorar de vida. Ele destacou, entre as vantagens, a aposentadoria, o acesso a políticas de redução de impostos, participação em licitações públicas, além de orientação de consultores especializados. Okamotto disse ainda que é preciso criar no País um ambiente no qual o profissional informal não tenha condições de competir com quem é formalizado. “Queremos inverter a equação de que para ganhar dinheiro é preciso estar na informalidade. Os novos empreendedores serão pessoas mais bem preparadas e terão muito mais chances de êxito nos negócios”, afirmou.

Já o ministro da Previdência, José Pimentel, fez questão de afirmar que o governo federal não pretende aumentar a arrecadação de impostos com o Empreendedor Individual e, sim, fortalecer o empreendedorismo no Brasil. “O objetivo é formalizar, no primeiro ano, 10% dos trabalhadores informais, que, de acordo com o IBGE, somam quase 11 milhões de pessoas. Essas pessoas querem crescer, ter crédito barato, local certo para trabalhar. Além disso, poderão contar com os benefícios da Previdência, como aposentadoria e auxílio-maternidade”, disse Pimentel. Serviço:Agência Sebrae de Notícias - (61) 3348-7138 e 2107-9376http://www.agenciasebrae.com.br/

Assessores de imprensa Alessandro Soares (61) 9977-9529 e Beatriz Borges (61) 8111-6924
Quer saber mais sobre o MEI? CLique AQUI.

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Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Governo quer tirar 11 milhões de trabalhadores da informalidade


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Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

The Small Business Economy


Relatório norte americano, confeccionado pelo "Small Business Administration" (o Sebrae de lá) todo ano para o Presidente tomar ciência de tudo o que é feito em prol dos pequenos negócios, por várias agências de governo.
Documento muito rico para pesquisa. Em inglês. Clique na imagem para fazer o download direto da versão de 2008.


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Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

De colchão social a agente econômico - as muitas transformações do empreendedorismo nos pequenos negócios no Brasil


Emanuel Malta Falcão Caloête e José de Moraes Falcão

Nessa primeira década do século XXI, o Brasil mudou muito e, com ele, o empreendedorismo brasileiro, notadamente no segmento dos pequenos negócios. Desde então, as micro e pequenas empresas, a antiga banda frágil da economia, têm demonstrado uma dinâmica econômica autônoma, que, sem qualquer sentimento de ufanismo, está muito distante de ser confundida com o antigo papel de colchão social insculpidos nos antigos modelos econômicos primário-exportador e de substituição das importações.

A mudança existe, é real e consistente, embora ainda pouco percebida. O novo perfil de ativo agente econômico, dos empreendedores de microempresas e de empresas de pequeno porte, é resultante das muitas transformações que vêm ocorrendo na economia. Para o economista da Fundação Getúlio Vargas, Marcelo Néri, ao longo da última década houve um efetivo aumento na qualidade e no amadurecimento do empreendedorismo brasileiro. De fato, houve um salto de qualidade reflexo da estabilidade macroeconômica e seus efeitos podem ser encontrados tanto no mercado de trabalho quanto no empreendedorismo.

O mercado de trabalho formal brasileiro, em 2008, inseriu mais da metade da população ocupada do país, 53,4%. Finalmente, deixamos de ser uma economia informal. Esse foi o nível de emprego mais elevado já registrado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 2002, quando começou a ser realizada a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Esse ciclo de prosperidade somente foi quebrado no último trimestre do ano passado, 2008, quando a economia deixou de apresentar saldos positivos de emprego.

A reversão somente ocorreu em fevereiro deste ano, 2009, quando o mercado de trabalho apresentou um modesto saldo positivo de 9.179 empregos, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED, divulgados recentemente pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Para se compreender a amplitude do impacto da crise, em fevereiro de 2008, um ano atrás, esse saldo foi 20 vezes maior, alcançando 204 mil vagas.

Contudo, embora modesta, a geração líquida de pouco menos de 10.000 empregos é simbólica, pois estabeleceu a ruptura da tendência negativa. Outro marco importante foi o fato de a reação do mercado partir da base operosa da economia, as mais de 6 milhões de microempresas que geraram 71.019 empregos líquidos (contratações menos demissões). As reduções vieram das pequenas empresas, 16.935, e das médias e grandes, 44.905 empregos.

Esses números precisam ser analisados com profundidade para demonstrar que eles não são espasmos da acomodação econômica. A geração de empregos em fevereiro último, por parte das microempresas, ocorreu em todos os setores de atividade econômica e não apenas naqueles tradicionais, que antigamente formavam o colchão social, o desemprego disfarçado, encontrado na economia informal, e algumas atividades localizadas em poucos ramos dos setores de comércio e de serviços. Segundo a pesquisa, os microestabelecimentos empresariais geraram 71.019 empregos, enquanto as pequenas empresas extinguiram 16.935 empregos e as médias e grandes 44.905.

No setor agropecuário, o saldo de 957 empregos líquidos foi predominantemente decorrente de contratações das microempresas, correspondentes a 7.170 empregados, enquanto as demissões líquidas nas médias e grandes foram da ordem de 6.373 postos de trabalho.

No setor da Indústria de Transformação, embora tenha sido observada uma tendência de perda de empregos, que em fevereiro correspondeu a 56.456 postos de trabalho, as microempresas foram responsáveis pela criação de 7.311 empregos. As médias e grandes empresas perderam 47.695 postos e as pequenas 16.072.

No setor de Construção Civil, as microempresas geraram 8.886 postos de trabalho, enquanto as pequenas empresas extinguiram 2.175 postos, as médias e grandes 3.869.

No comércio não foi diferente. As microempresas geraram 8.884 postos de trabalho, as pequenas extinguiram 13.409 postos e as médias e grandes empresas 5.750 postos.

No setor de Serviços, que em fevereiro concentrou 40% do total de trabalhadores formalmente ocupados no país, foi identificada a geração de 57.518 postos de trabalho. Desse total, 36.825, 64% da soma setorial, foram criados pelas microempresas, enquanto as pequenas empresas responderam por 13.056 empregos e as médias e grandes por 7.627 empregos.

No setor de Serviços Industriais de Utilidade Pública, as microempresas geraram 245 postos e as médias e grandes somaram 782 postos, movimento contrário ao verificado nas pequenas que perderam 220 postos.

A segunda mudança percebida foi no perfil do empreendedorismo brasileiro. O conceito de empreendedorismo aqui utilizado é o mesmo da Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), uma parceria da Babson College com a London Business School e apoio da Fundação Marion Kauffman. Nela, o empreendedorismo é qualquer tentativa de criação de um novo negócio ou empreendimento, como, por exemplo, uma atividade autônoma, uma nova empresa ou a expansão de um empreendimento existente, por um indivíduo, grupos de indivíduos ou por empresas já estabelecidas.

A pesquisa GEM revelou que, pela primeira vez, desde que o estudo foi iniciado no Brasil, em 2000, a proporção entre as pessoas que empreendem por oportunidade e por necessidade foi invertida. Atualmente existem 2 empreendedores por oportunidade para cada 1 que o faz por necessidade.

Segundo a GEM, a Taxa de Atividade Empreendedora Total (TAE) do Brasil, que indica a proporção de empreendedores na população adulta entre 18 a 64 anos, em 2008, foi de 12%, ou 14,6 milhões de pessoas envolvidas na criação ou administração de alguma atividade empreendedora. A pesquisa especificou ainda que desse contingente empreendedor, 9,78 milhões compunham a taxa de empreendedores por oportunidade, de 8,03%, enquanto 4,81 milhões de indivíduos compunham os empreendedores por necessidade, com uma taxa de 3,95%.

Esses 14 milhões de empreendedores se aproximam dos números observados na pesquisa do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Emprego - Flutuação do Emprego por Tamanho do Estabelecimento, de fevereiro de 2009, que contabilizou a existência de 7,1 milhões de micro e pequenos estabelecimentos no país. Se entendermos a relação de 2 empreendedores para cada 1 empresa, a vinculação é possível.

A pesquisa do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Emprego - Flutuação do Emprego por Tamanho do Estabelecimento, de fevereiro de 2009, calculou que as microempresas representam 96,6% dos 7.132.145 estabelecimentos do país e 31,9% dos 31.920.639 empregos formais, as pequenas empresas 2,8% e 24,3%, respectivamente, enquanto a soma das médias e grandes empresas representa 0,5% dos estabelecimentos e 43,8% dos empregos formais.

É possível que o número de estabelecimentos seja menor se for adotado como critério de classificação do porte, as disposições da Lei 123/06, a Lei Geral das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte. A Lei Geral define microempresa como o estabelecimento empresarial que fatura até R$ 240 mil mensais e pequena empresa aquela que fatura desse limite até R$ 2,4 milhões. Já a pesquisa CAGED considera como microempresa o empreendimento que ocupa até 4 empregados, a pequena empresa aquela que emprega de 5 a 19 pessoas e as médias e grandes as que estão acima desse teto.

Um reflexo da mudança no empreendedorismo brasileiro é tempo de vida útil das empresas. Embora o contingente de empreendedores calculado pela GEM em 2008 seja 14,6 milhões de pessoas, quase o mesmo número de 2002, que somou um pouco menos, 14,4 milhões de pessoas, um importante elemento do perfil mudou: a inversão da proporção entre empreendedores nascentes e novos.

Enquanto em 2001 o Brasil, segundo a pesquisa, tinha 65% de empreendedores nascentes e 35% de empreendedores novos, em 2008 a proporção foi alterada para 24% e 76%, respectivamente. Empreendedores iniciais são aqueles que estão à frente de negócios com até 42 meses de vida (três anos e meio) e compõem uma taxa denominada TEA. Esses empreendedores subdividem-se em dois tipos: nascentes, que estão à frente de negócios em implantação, e novos, aqueles cujos negócios já estão em funcionamento e geraram remuneração por pelo menos três meses da data da pesquisa.

Outro reflexo está no empreendedorismo por faixa etária. A taxa de empreendedorismo dos jovens em 2008 foi 15%, superior à média de 11,9% verificada no período 2001-2008, representando pouco menos de um terço dos empreendedores brasileiros. O adulto de meia-idade, por sua vez, que em 2001 representava 10,5% dos empreendedores brasileiros, em 2008 representou somente 3,4%. Ademais, ao longo do período de 2001-2008, a participação do adulto de meia-idade (55-64 anos) no empreendedorismo por necessidade representou apenas 6% dos empreendedores. Antigamente, esse contingente de meia idade é que compunha o colchão social.

Finalmente, a pesquisa Ponto de Vista, realizada pelo SEBRAE e divulgada recentemente, demonstrou que os empresários de pequeno porte são empreendedores dinâmicos. Dos empreendedores pesquisados, 60,8% esperam ampliar o seu negócio em 2009 e 49% deles informaram que vão aumentar os seus investimentos, comportamento típico dos que empreendem por oportunidade e não por necessidade.

Todas essas mudanças verificadas no mercado de trabalho e no perfil do empreendedorismo brasileiro foram amplamente levantadas e analisadas por um conjunto de pesquisas qualificadas, como as do Ministério do Trabalho e Emprego, IBGE, GEM e do SEBRAE. Essas transformações indicam que provavelmente os pequenos negócios, especialmente as micro e pequenas empresas, realmente estão operando com dinamismo e autonomia, deixando de exercer o papel de colchão social empreendedor dos antigos modelos econômicos do país.



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Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Aumentam pedidos de marca realizados por microempresas



Registros tornam-se "parte do dia a dia", avalia Inpi

Mariana Iwakura da Folha de Sâo Paulo
O número de pedidos de marcas depositados por MEs (microempresas) vem crescendo nos últimos anos, de acordo com o Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial).Foram 123.794 pedidos em 2008, 15% a mais do que no ano anterior, quando o número de depósitos foi de 107.575. Na comparação entre 2006 e 2007, o acréscimo foi de 26%.
A proporção de microempresas no total dos depositantes tem se mantido constante. Entre os documentos com pagamento confirmado em 2008, 22% eram de MEs. No ano anterior, somaram 21%.Segundo Rita Pinheiro Machado, coordenadora-geral de articulação institucional e difusão regional do Inpi, o aumento no número de marcas depositadas se deve ao fato de o registro da marca fazer mais "parte do dia a dia" do empresário."[O registro] da marca é mais rápido e é para sempre, desde que se renove o pedido", ressalta. Já a patente de uma invenção dura 20 anos e, depois, cai no domínio público.
O registro da marca garante ao dono o seu uso exclusivo em seu ramo de atividade econômica, em todo o Brasil. Com isso, avalia, o retorno financeiro pode ser maior, com o licenciamento ou a venda da marca.Tempo e custoDepois de feito o pedido, o registro da marca sai em dois anos, em média.Já os custos variam bastante. Segundo o Inpi, podem começar em menos de R$ 500, se não forem contratados procuradores e se não houver recursos. MEs têm desconto médio de 50%, redução que poderá ser mais acentuada em breve.Para proteger as marcas da empresa e de seu produto, porém, a Orbys gastou cerca de R$ 13 mil -fora o investimento de R$ 15 mil para criação das marcas. A firma faz polímeros modificados com nanopartículas de argila e foi incubada no Cietec (Centro Incubador de Empresas Tecnológicas)."[Fizemos isso] para resguardar que, nessa categoria, só nós tivéssemos a marca", aponta o sócio Eduardo Figueiredo.
Quer saber mais sobre patentes e marcas? Clique AQUI ou AQUI.
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Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

The Small Business Advocate


Com um certo atraso segue a edição de abril do "The Small Business Advocate", informativo do Small Business Adminstration, o Sebrae norte americano. Destaque para as pesquisas sobre a tributação sobre a renda e também sobre treinamentos oferecidos pelas pequenas empresas de lá. Para lê-lo basta clicar AQUI.

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Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Senado aprova o ''Refis da crise''


Bancada do governo não conseguiu derrubar permissão para que dívidas sejam renegociadas em 15 anos
Eugênia Lopes, do Estadão

O Senado aprovou ontem a Medida Provisória 449, que contém o quarto grande programa de refinanciamento de dívidas tributárias federais adotado no Brasil desde 2000. Na votação de ontem à noite, que durou mais de duas horas, o governo não conseguiu derrubar a permissão para que todas as dívidas sejam renegociadas no prazo de 180 meses, ou seja, 15 anos. Esta foi a principal novidade do texto apresentado pelo relator da medida provisória, senador Francisco Dornelles (PP-RJ).
Ele manteve ainda a correção das dívidas pela taxa de juros de longo prazo (TJLP), que é referência das operações do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "Fica 180 meses para todo mundo", disse Dornelles. "Que se dê a oportunidade a todos os devedores por igual", afirmou o líder do DEM, senador José Agripino Maia (RN).
Para permitir a renegociação por 180 meses para todo mundo, Dornelles retirou da proposta aprovada na Câmara a chamada "trava", que obrigava que a parcela de pagamento fosse de no mínimo 85% da última parcela devida. Isso, segundo Dornelles, obrigaria algumas empresas a renegociar suas dívidas em prazo inferior aos 180 meses. O governo queria manter a trava.
"Se tirar a trava, vai haver uma perda de receita mensal muito significativa de empresas que já repactuaram as dívidas. São até R$ 2,8 bilhões de perda ao ano com o fim da trava", alegou o líder do PT, senador Aloizio Mercadante (SP). "A retirada da trava vai diminuir a arrecadação", observou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). O governo tentou derrubar a proposta de Dornelles mas, em votação simbólica, foi derrotado.
Mercadante também tentou derrubar a TJLP, atualmente em 6,25% ao ano, e pôr em seu lugar a Selic, em 10,25% ao ano, conforme reivindica o governo. A TJLP foi incluída na Câmara. Na única votação nominal da MP, novamente o governo acabou derrotado: foram 31 votos pela manutenção da TJLP e apenas 20 contra. Pela proposta aprovada ontem, o valor mínimo da prestação é de R$ 50 para pessoas físicas e de R$ 100 para pessoas jurídicas.
Os líderes da base aliada e de oposição no Senado demoraram a chegar a um consenso sobre a MP 449, que perde a vigência no dia 13 de maio.
VOLTA À CÂMARA
Como foi alterada pelos senadores, a medida provisória terá de ser novamente apreciada pelos deputados. Para não votar a proposta ontem, os senadores tucanos alegaram que a medida provisória acarreta um prejuízo de R$ 30 bilhões para os cofres públicos.
Esses números teriam sido, segundo o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), apresentados pela Receita Federal. O líder Romero Jucá rebateu as críticas da oposição. "Esses R$ 30 bilhões são fictícios. O governo abre mão dos R$ 30 bilhões para receber o principal da dívida", afirmou Jucá.
Editada em dezembro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Medida Provisória 449 previa originalmente apenas a anistia e o parcelamento de dívidas de até R$ 10 mil no prazo máximo de 60 meses. O texto aprovado na Câmara dos Deputados, no entanto, estendeu para até 180 o número de parcelas mensais e, na prática, virou um megaprograma de refinanciamento de dívidas com a Receita Federal para aliviar o cofre das empresas e das pessoas físicas.
O projeto aprovado ontem permite a renegociação de dívidas com a Receita, inscritas ou não na Dívida Ativa da União, vencidas até 30 de novembro de 2008. Quem já aderiu a outros planos de refinanciamento também poderá migrar para esse novo "Refis", que é como conhecido como "Refis da crise".


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Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Como devem proceder as micro e pequenas empresas em momentos de dificuldades?

Artigo excelente do Blog/Comunidade Visão do Empreendedor, do Sebrae/RJ, escrito há mais de 1 ano, portanto, antes do estouro da crise econômica mundial, mas que se encaixa perfeitamente para o momento. Clique AQUI para ler.

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Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Novo vencimento do Simples Nacional

Um lembrete para os optantes pelo Simples Nacional. A data de vencimento passou do dia 15 do mês seguinte ao fato gerador (receita bruta gerada no mês) para o dia 20. Se não for dia útil, passa a valer o primeiro dia útil subsequente.
Já o prazo final para a entrega da Declaração Anual do Simples Nacional (DASN), relativa ao ano-calendário 2008 foi prorrogado para 4 de maio.
Clique AQUI para acessar a agenda do Simples Nacional.

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Domingo, 19 de Abril de 2009





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Desafios e obstáculos: a motivação dos empreendedores


Bruno Biscaia


Acredito que grande parte do que o ser humano aprende vem do poder da observação, inspirando-se no sucesso alheio. Eu, por exemplo, sou assim. Quem, em algum momento, não foi ou não é?! Ora, gosto de ficar perto de bons profissionais e, principalmente, de profissionais bons, que se preocupam também com as pessoas e seus valores - e não simplesmente com os números. Gosto de aprender a liderar com quem lidera de forma natural, tácita, e não com fórmulas simplistas retiradas deste ou daquele livro.

Neste sentido, para mim é tudo muito óbvio: a convivência com esses ícones do mercado de trabalho torna o que eu tanto leio (em sites, livros etc.) sobre características empreendedoras muito mais compreensível, afinal, estou tendo a oportunidade de ver na prática como se comporta um empreendedor de sucesso, seja ele o fundador de uma empresa ou um intra-empreendedor.

Durante esta convivência, procuro ao máximo obter informações que auxiliem no meu processo de formação empreendedora, como por exemplo: descobrir sua história, seu posicionamento, suas dificuldades iniciais, sua opinião sobre o trabalho e etc. Com base nisso, tive a oportunidade de notar alguns obstáculos que eles tiveram de superar, independentemente dos seus recursos disponíveis. Na prática, não importa se o empreendimento se originou com um grande investimento inicial ou simplesmente seguindo o velho lema “com a cara e com a coragem”. Os desafios também vieram a reboque.

O tempo

Pude verificar que, no começo, uma das principais dificuldades é lidar com o tempo, ou melhor, com a falta dele. Percebi que isso é bastante complicado no início, pois geralmente quando se começa a colocar as boas idéias em prática, sempre se está ocupado demais para conseguir se dedicar o suficiente a tudo em que ela envolve.

Nesse momento, faz a diferença quem tem um senso de urgência bem calibrado, que nada mais é do que saber diferenciar o que é importante, o que é urgente e o que pode ficar para depois, assim planejando tarefas e analisando-as de acordo com a sua importância. Agora, seja sincero e reflita:

  • Você aproveita bem o seu tempo?
  • Quais hábitos você desenvolveu para se livrar das atividades que consomem muito tempo?

Para vencer esse quadro, são necessárias algumas doses de disciplina, autoconfiança e perseverança. Estes fatores juntos inibem qualquer dúvida sobre a aplicabilidade de sua idéia ou qualquer medo referente à desconfiança do cliente quanto a sua marca. Mas, fique calmo, para ser empreendedor você não tem de estar focado por todas as 24 horas do dia. Basta que faça daquelas que trabalha sua grande fonte de inspiração e se dedique de verdade.

Afinal, como diz o meu amigo Conrado Navarro, fundador do Dinheirama, o empreendedor é alguém normal, assim como eu e você, e o que o diferencia dos demais é a sua energia. É verdade, a motivação e a iniciativa são fatores determinantes na vida desse personagem, que certamente irá enfrentar muitos outros obstáculos, como falta de capital, dificuldade para ganhar o cliente e etc.

Por isso, acesse o Youtube, visite os blogs de sua preferência, ouça uma música, mas não deixe que isso atrapalhe o seu desempenho. Navegar por lazer no trabalho pode elevar a produtividade, diz um estudo! Quem diria!

A vida social

Outro ponto de suma importância é a conseqüência de muito esforço e de muito trabalho em torno de uma idéia ou de um novo negócio: há uma natural diminuição na intensidade da vida social. Com muito trabalho pela frente, freqüentemente o acesso a amigos e a parentes deixa de ser uma rotina e acaba se tornando algo não tão comum. Grandes empreendedores alertam: o trabalho intenso naquilo que gostamos pode afastá-lo da família; apenas cuide para que isso seja temporário.

Mas não se trata de uma regra universal: você pode fazer da sua vida algo diferente, afinal quem trabalha no que gosta acaba encontrando no exercício de sua profissão uma boa forma de promover a sua alegria. Por isso, dedique seu tempo em uma atividade que você goste, onde se realize, e não perca tempo e dinheiro com outras coisas.

“Não é a vontade de vencer que conta, mas a vontade de se preparar pra vencer.”

Paul “Bear” Bryant

Na realidade, embora esses fatores citados pareçam ser os mais simples de se resolver (e em alguns casos até o são), eles muitas vezes podem ser decisivos para a desistência de uma atividade. Dessa forma, acho legal expor aqui minha experiência - que adquiri nos ambientes de trabalho pelos quais passei:

1) Procure sempre alguém mais experiente e mais bem informado que você. Estar rodeado de pessoas inteligentes sempre implica aprendizado e ainda pode lhe render bons contatos;

2) Tente produzir uma lista com metas a serem seguidas, não importando se são diárias, semanais ou mensais. Comece da forma mais prática para você e tente levar este hábito adiante;

3) Eleja uma referência, alguém em quem se espelhar e que possa lhe dar conselhos quando for necessário;

4) E agora, mais importante do que todos os outros, se esforce para não desistir diante das dificuldades! Elas só existem para tornar a vitória um momento mais gostoso de se comemorar.

Obrigado pela companhia. Fico à disposição para discutirmos sobre qualquer assunto aqui neste espaço do Dinheirama. Você também tem alguma experiência que comprove a importância dos desafios em sua vida? Tenha uma ótima semana. Até a próxima.

——Bruno Biscaia já atuou nos setores de Marketing de Eventos e de Planejamento e Controle da Produção. É estudante de Engenharia de Produção Mecânica na Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) e edita a seção de Empreendedorismo do Dinheirama.

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Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

Os clientes de Microcrédito e o Microempreendedor Individual - MEI


De João Silvério

Via Pequenos Negócios e Finanças

Parece uma sopa de letrinhas, mas não é, há sim forte relação entre este sistema alternativo de crédito - o microcrédito e a entrada em vigor do MEI - Microempreendedor Individual no mês de junho próximo.

O mercado demandante por microcréditos no Brasil é formado, basicamente, por empreendedores informais (80%) e mulheres ( 75%), onde um microcrédito de R$ 800,00 é suficiente para operar no dia a dia, conforme estrutura de funcionamento e ramo de atividade.

São micronegócios com características eminentemente varejistas, equivalente a 10,3 milhões de informais (ECINF 2003), justamente a grande parcela de nossa economia de pequenos negócios que é formada por costureiras, sapateiros, artesãos, donos de mercearias e prestadores de serviços pessoais, dentre outros, cuja receita bruta anual seja de até R$ 36 mil.

É de se esperar que este relativo contingente de empreendedores informais já sejam atendidos por diversas Instituições de Microfinanças, assim como também outras fontes de financiamento tais como amigos, fornecedores e até mesmo bancos. A questão de quem atende e a forma é um outro assunto (crédito bancário x microcrédito).

Há de se considerar que o grau de penetração das Instituições de Microfinanças em relação ao público alvo (informais) é muito pequeno - em que pese ainda haver grande informalidade na divulgação dos números do segmento de microfinanças do Brasil, o que ainda carece de mais estudos aprofundados. Na ECINF, por exemplo, “as atividades informais levantadas compreendem as unidades econômicas pertencentes a trabalhadores por conta própria e a empregadores com até cinco empregados, incluindo todos os proprietários (sócios) desses empreendimentos”!

Muito se divulga que com a entrada em vigor do MEI haverá aumento dos microcréditos, o que necessariamente pode não se verificar. Haverá sim melhor qualidade das informações disponibilizadas juntos as instituições de microfinanças e bancos, podendo influenciar, em muito, a melhoria das análises do setor e até mesmo relativa alteração entre a porcentagem de informais e formalizados (MEI) atendidos com microcréditos.

De nossa parte é importante estreitar nosso relacionamento com as Instituições de Microfinanças, Programas Públicos de Microcrédito e bancos vocacionados no atendimento de negócios informais, na busca de orientar os empreendedores informais conforme a Lei Complementar 128, que dentre outras medidas possibilita a solução de problemas reclamados pelo segmento relativos à cobrança de ICMS, cria condições para desburocratizar a abertura e fechamento de empresas, permite a entrada de novos setores econômicos ao Simples Nacional e cria o Microempreendedor Individual (MEI). Abraços, e até a próxima!!

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Domingo, 5 de Abril de 2009

Como calcular o valor do pró-labore de cada um dos sócios de uma empresa?



Rosendo de Sousa Júnior


Consultor Financeiro Orientação Empresarial


SEBRAE/SP


Via Beco com Saída

Quem monta um negócio e se dedica a esse negócio, precisa obter daí o seu sustento. As necessidades pessoais e de sua família serão satisfeitas através de um valor que o empreendedor irá retirar de sua empresa.

A famosa retirada pró-labore serve, portanto, para satisfazer as necessidades pessoais do empreendedor, dos sócios investidores que se dedicam ao negócio.

Há certa confusão quando falamos em retiradas e distribuição de lucros, pois às vezes um sócio investidor não dedica tempo algum na administração da empresa. Neste caso ele deveria ter apenas a participação nos lucros de acordo com a participação deste no capital da empresa, e a distribuição desses lucros deverá ser planejada para evitar descapitalizar o caixa.

Mas em relação aos sócios que dedicam tempo para a empresa, devem obter desta um valor para satisfazer suas necessidades, como já falamos, uma retirada pró-labore.

Mas como definir esse valor? Segue duas dicas de definição do valor da tal retirada:

1ª) faça uma relação de suas despesas pessoais, os gastos de “casa” e da família, no caso de ser você a única fonte de renda da família. No caso de haver outra pessoa que contribua na renda familiar faça uma divisão das despesas gerais e veja qual a sua parcela de responsabilidade pelos gastos gerais. Compare os valores do mês atual com os últimos seis meses e defina um valor médio. Se for o caso, estabeleça uma média anual, pois existem despesas que acontecem apenas no começo do ano, como materiais escolares, por exemplo.

2ª) defina a sua função na empresa, por exemplo, você desempenha a função de um gerente de compras e produção ou de vendas e administrativo. Analise suas principais atribuições no negócio, pois a tendência é você concluir que é um gerente de tudo, mas na verdade você se dedica mais a uma função do que à outra. Após essa conclusão, pense que se você tiver que se ausentar do negócio, qual o salário de um substituto? Quanto valeria no mercado de trabalho um gerente ou administrador para exercer as suas funções? Você pode consultar empresas de recrutamento e seleção para apurar essa informação. Pode ainda consultar alguns grandes jornais que possuem suplementos ou cadernos específicos que trazem valores médios de salários do mercado de trabalho.

Mas segue um alerta! Uma vez definido o valor da retirada pró-labore, é necessário avaliar se a empresa gera recursos para que o empreendedor possa realizá-la.

Como essa retirada servirá para satisfazer as necessidades dos empreendedores, e tais necessidades não variam de acordo com as vendas da empresa, ela deve ser considerada uma despesa ou um gasto fixo. Isso quer dizer que independentemente do volume de vendas os empreendedores deverão ter suas retiradas periódicas, pois precisam delas para suas despesas pessoais, ou seja, para sobreviver.

Como já falamos, o importante é saber se a empresa possui vendas suficientes para arcar com tais gastos, e, se não, atitudes deverão ser tomadas, ou de redução dos valores de retiradas (o que significa mudar seu estilo de vida ou os gastos familiares) ou de aumento nos volumes de vendas (que significa mudança nas estratégias adotadas pela empresa). Seja qual for a atitude a ser tomada, será necessários algum sacrifício, ou do empreendedor ou da empresa.

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Boas práticas na gestão de custos e despesas


Por Luís Alberto F. Lobrigatti
Consultor – Orientação
EmpresarialSEBRAE/SP
Via Beco com Saída


Tenho tido a forte sensação, em função de custos e de despesas, que eu deveria reajustar todos os preços de venda dos produtos e serviços comercializados em minha empresa, pois com as vendas que tenho realizado, venho sentindo meu caixa, cada vez mais apertado.

Cuidado!!! Esta decisão poderá provocar consequências ainda mais desastrosas para a situação financeira da empresa, haja vista que poderá reduzir o volume de vendas.

Antes de agir nesse sentido, recomendamos uma reflexão sobre essa sensação, para verificar o que de fato está ocorrendo e provocando esse aperto de caixa (liquidez).

É certo que um reajuste nos valores das despesas e dos custos respectivos ao seu empreendimento, e não repassado aos preços, poderá afetar seu caixa, caso não se consiga absorver esses aumentos com um crescimento na quantidade produzida e comercializada, em todos os meses.

No entanto, o que temos percebido, é que em muitos casos, não existe por parte dos empresários um comportamento rotineiro de avaliação e mensuração dos custos e despesas reais ocorridos, ou seja, não utilizam controles, planilhas que lhes permitam, conhecer a situação e tomar essa decisão no momento certo.

E isso não vem sendo aplicado, por desconhecimento de conceitos e técnicas, do como devem fazer, e quando não, por considerarem muito trabalhoso e burocrático ter estes tais controles. Com isso, concluo o quanto desconhecem suas empresas.

Para administrar corretamente custos e despesas, é preciso antes de qualquer outra coisa, ter conhecimento profundo da atividade econômica que se explora, para que se possa através disso, ter condições de pensar em alternativas de realizar as mesmas tarefas, utilizando menos recursos financeiros e portanto reduzindo o montante dos custos e despesas.

É comum nas empresas industriais e prestadoras de serviços, principalmente as de pequeno porte, realizarem cálculos estimativos de consumo de matéria-prima, insumos e mão-de-obra, atribuindo os respectivos valores de custos e acrescentando a isto, uma parcela de valor relativo as despesas fixas, e com isso determinar o valor de custo total.

O que não acontece em seguida, é um preciso e rotineiro acompanhamento durante a produção ou prestação de serviços, para averiguação dos consumos efetivos de matéria-prima, insumos e tempo de mão-de-obra, assim como da medição da quantidade que se produziu de fato ou do total de horas aplicadas aos serviços. Por isso desconhecem fatores internos que afetam a situação financeira e econômica da empresa.

Nas empresas comerciais, os custos referem-se ao valor que se paga para obter as mercadorias que serão vendidas, e aí, a melhor arma para a redução ainda é a negociação no momento das compras, e neste ínterim dimensionar corretamente o volume a ser comprado e estocado, para que se tenha mais rapidez de giro, é primordial para manter o caixa equilibrado.

Outro ponto que destacamos, e refere-se tanto para a indústria, como o comércio e prestador de serviços, é o controle das despesas, as quais consideramos como sendo valores gastos com a estrutura da empresa, ou seja, salários e respectivos encargos, aluguel, contador, telefone, pró-labore, manutenções, depreciações, etc.

Estas, precisam ser mensalmente apuradas e analisadas, mais que isso, determinadas em função da real e estrita necessidade da empresa, nada de gorduras ou desperdícios. Considerando-se inclusive provisões mensais de valores gastos apenas em certos períodos, como 13º salários, férias, contribuições, etc.

Uma ressalva quanto ao pró-labore, que deve ser entendido, como salário do sócio da empresa, e que nesta trabalhe, isso não é lucro, e portanto deve-se estabelecer um valor que seja apropriado para o caixa da empresa e não pela necessidade do bolso de seus proprietários.

Os sócios que não trabalham para a empresa, não têm que ter retirada de pró-labore e sim, como investidores que são, retirar parte do Lucro, como recuperação do capital investido ou rendimentos, só quando isso for possível e de acordo com o planejamento estratégico da empresa.
É um item que acaba elevando sensivelmente o valor das despesas, por isso requer atenção especial.

Alguns tipos de gastos, também considerados despesas, como impostos sobre as vendas, comissão de vendedores, taxa de administração de cartões de crédito e financiadoras de vendas a prazo, royaltes de franquias etc., reduzem diretamente a margem de ganho sobre as vendas, pois seus valores são definidos em função justamente do montante de vendas, e por isso, são consideradas despesas variáveis e só ocorrem se existirem vendas, mas mesmo assim é necessário, sempre, voltar a atenção para estes casos, procurando no caso de impostos, possíveis enquadramentos tributários, que permitam reduzir as alíquotas, estrategiar percentuais de comissões com metas de vendas, negociar taxas financeiras e parcerias com as franquias.

Para o correto cálculo de custos e despesas, é preciso apurar, separar e analisar cada fator gerador desses valores, e estar sempre a procura de alternativas que possibilitem, gastar menos e manter ou melhorar a eficiência e a qualidade conquistada.

Bons negócios!!!

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