Vida longa às empresas


Ao abrir um negócio por vocação e se preocupar com a gestão, os empreendedores aumentam a chance de sucesso


Marilena Rocha

Do Estadão

O brasileiro empreende mais e seus negócios sobrevivem mais tempo. A boa notícia deve-se a uma elevação no grau de escolaridade e à crescente conscientização sobre a necessidade de se informar bem antes da empreitada. Se, em 2001, 71% das pequenas e micro empresas de São Paulo fechavam as portas antes de completar cinco anos, em 2005 esse índice baixou para 56%. A média de sobrevivência dos negócios no País, considerando o período entre 2003 e 2005, ficou em 78%, contra os 50,6% registrados entre 2000 e 2002.
O cenário nacional fica ainda mais positivo se a esses índices levantados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) se somarem as conclusões de um estudo internacional que classifica o Brasil como o 9º maior empreendedor do mundo. A Pesquisa GEM, ou Global Entrepreneurship Monitor, que já desenhou o perfil do brasileiro como o de um empreendedor nato, mostra que a taxa média de empresas novas no País, entre 2001 e 2007, é de 12,8% contra a média mundial de 9,07% no período.Aos que criticam o empreendedor nacional por só abrir um negócio em caso de desemprego ou apenas para sobreviver, a GEM mostra que isso também tem mudado.

No ano passado, entre a população de empreendedores iniciais, 57 % (8 milhões de iniciativas) se situaram na categoria oportunidade, contra 43% (cerca de 7 milhões) por conta da necessidade.O estudo, criado em 1999, cobre mais de 50 países ou 95% do PIB mundial. Coordenado pela inglesa London Business Scholl e a americana Babson College, é desenvolvido no Brasil desde 2000 sob a liderança do Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP). Outro dado importante da GEM de 2007 situa o País no 7º lugar (12,71%) quanto à participação da mulher no quadro de empreendedores. Foi a primeira vez que ela ultrapassou o homem, atingindo 52%, ou cerca de 8 milhões de empreendedoras. Em 2001 essa relação era de 71% de homens para 29% de mulheres. Mas a principal motivação delas ainda é a necessidade: 63%, contra 38% no sexo oposto.

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Direito e Gestão Empresarial
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