Caixa aumenta crédito a micro e pequenas empresas em R$ 9 bi


José Guerra


Do DCI

SÃO PAULO - A Caixa Econômica Federal tenta cumprir o papel designado a ela e ao Banco do Brasil de manter a oferta de crédito no País. Depois de informar um aumento de 25% na oferta de crédito consignado em 2009, para R$ 10 bilhões - em 2008 a instituição prevê destinar R$ 8 bi para o crédito consignado -, a Caixa anunciou ontem a liberação de R$ 9 bilhões adicionais para financiar as micro e pequenas empresas.
Assim o total no ano destinado ao segmento pode chegar a R$ 49 bilhões, contra uma previsão inicial de R$ 40 bilhões. Como até agora foram liberados R$ 29 bilhões, ainda restam R$ 20 bilhões a serem concedidos até o fim do ano. O montante destinado a MPE até agora é 15% superior a igual período de 2007.
Segundo a instituição, "reciclar o orçamento" é uma prática comum, conforme seja necessário. O recurso extra é destinado a fazer frente às despesas extras de fim de ano e à redução do crédito disponível no mercado. Em 2009, a expectativa é aplicar outros R$ 40 bilhões na carteira de pessoa jurídica. Os recursos a micro e pequenas empresas representam 75% do destinado ao setor (R$ 30 bilhões).
As linhas de crédito para pessoa jurídica mantêm as mesmas condições de juros e prazos vigentes antes do surgimento da crise financeira internacional. Segundo comunicado do banco estatal, as taxas se encontram a partir de 0,83% ao mês (+ TR) no que diz respeito a capital de giro. Para quem deseja ampliar ou modernizar o empreendimento, o crédito pode chegar a R$ 10 milhões, com taxas a partir de 3,8% ao ano, mais Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), hoje em 6,25% ao ano. Para o Estado de São Paulo, o volume total de recursos disponível será de aproximadamente R$ 3,9 bilhões. De janeiro a outubro deste ano, a Caixa Econômica Federal já emprestou cerca de R$ 5,65 bilhões às empresas do estado.
No pacote de ações dos bancos estatais, outra medida tomada pela Caixa Econômica Federal, recentemente, foi a liberação de R$ 3 bilhões para ajudar as construtoras, e outros R$ 2 bilhões para o consumo.Banco do BrasilO BB também já modificou suas previsões de crédito para este ano, liberando R$ 4 bilhões para bancos de montadoras de veículos, em dificuldades de captar recursos, e R$ 5 bilhões extras para o agronegócio.


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