BlogBlogs.Com.Br
“Não há maior evidência de insanidade do que fazer a mesma coisa dia após dia e esperar resultados diferentes” (Albert Einstein)
Mostrando as 8 postagens mais recentes de 16 em Outubro 2008. Mostrar postagens mais antigas
Mostrando as 8 postagens mais recentes de 16 em Outubro 2008. Mostrar postagens mais antigas

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

ICMS é principal vilão para mais da metade das empresas, diz pesquisa


Fonte: InfoMoney


SÃO PAULO - "Os tributos pesam na contabilidade das pequenas e médias empresas porque o empresário paga os impostos antes de receber pelas vendas", afirma o presidente da RCS Brasil, Raul Corrêa da Silva.
De fato, o descompasso entre o prazo de recebimento das vendas e os prazos de recolhimento dos tributos impõe um alto custo financeiro ao cumprimento das obrigações tributárias da maior parte das empresas do País.
Um estudo realizado pela RCS Brasil com 250 organizações de pequeno e médio porte mostrou que, para 54,20% das empresas, o principal vilão é o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).
Já para 43%, o PIS (Programa de Integração Social) e a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) são os que mais impactam negativamente no fluxo de caixa das pequenas e médias empresas.
Em terceiro lugar, aparece o IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados), com 13,50%."Para a maioria das empresas, os tributos influem diretamente, atrapalhando os lucros e contendo novos investimentos. Um prazo maior facilitaria a todos. Para se ter uma idéia, o prazo para o recolhimento dos impostos é de 30 dias, enquanto o prazo médio para recebimento das vendas é sempre superior a 31", finaliza Silva.


Direito e Gestão Empresarial
Adicionar aos Favoritos BlogBlogs Adicionar esta notícia no Linkk Selo Yoomp 110x20 Azul

Sphere: Related Content

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Visão de um grande sobre os pequenos


Da Gazeta Mercantil

Pedro Souza


São Paulo, 29 de Outubro de 2008


Fundador da agência W/Brasil, Washington Olivetto, um dos publicitários mais conhecidos e premiados do País, mostra a sua ótica sobre o marketing e a comunicação das pequenas e médias empresas. Ele diz que o mais importante a relação agência e pequeno e médio anunciante é a confiança no trabalho dos profissionais envolvidos e a exposição de todas as características da empresa contratante dos serviços de comunicação. "Todas as expectativas, qualidades e eventuais defeitos devem ser passados para a agência", diz. Para as empresas, a comunicação faz parte de toda uma estratégia mercadológica. "Em todo e qualquer negócio, quando bem feita, a comunicação é matéria-prima", completa.
Gazeta Mercantil - As pequenas e médias empresas devem investir em marketing? Por quê?

Eu acho que a primeira coisa que uma pequena e média empresa deve pensar é que um dia na vida todas as grandes já foram pequenas e médias. E certamente tornaram-se grandes porque tiveram as opões corretas de investimento, em todas as áreas. O marketing, sem dúvida, é uma área fundamental. Obviamente que uma pequena e média empresa deve investir em marketing proporcional ao tamanha dela, imaginando que isso deve ser sempre pensado como investimento e não como despesa. Na hora de optar, assim como existem pequenas e médias empresas em diversas áreas, existem pequenas e médias agências, pequenos e médios estúdios e inclusive profissionais freelancers que podem prestar um bom serviço.
Gazeta Mercantil - Hoje, muitas instituições de ensino oferecem cursos da área de publicidade, propaganda e marketing. Um publicitário na família é um bom negócio para as pequenas?
Não necessariamente. Pode até ajudar. Mas eu acho que uma das características das empresas bem-sucedidas é buscar uma estrutura mais profissional do que familiar. Não significa que não exista empresa familiar bem-sucedida. Normalmente uma opção mais profissional é melhor.
Gazeta Mercantil - Em relação às PME, quais os setores que precisam investir em marketing?
As empresas mais atreladas a serviços de consumo. São normalmente as que têm mais chances.
Gazeta Mercantil - O quanto uma PME investe em uma campanha publicitária, ou o porte da agência que ele contrata, faz diferença no retorno do anúncio?
O retorno não depende única e exclusivamente da comunicação. Todos os componentes do processo mercadológico da empresa devem estar corretos. Ou seja, conceituação do produto, público a que ele se destina, política de preço, distribuição, promoções e comunicação.
Gazeta Mercantil - Qual a importância da campanha publicitária?
A campanha publicitária é o final da linha da construção de imagem de um produto, ou de uma empresa. Primeiro, todo o processo mercadológico deve estar muito bem-estruturado, para depois a campanha publicitária entrar em ação.
Gazeta Mercantil - A construção de imagem é um ponto forte para as PME? O consumidor vai atrás da imagem da empresa?
Em qualquer tipo de empresa a construção de imagem é fundamental. Existem muitas empresas no mundo, atualmente, que têm marcas mais valiosas que os seus parques industriais.
Gazeta Mercantil - Quais tipos de marketing se encaixam melhor às pequenas e médias empresas?
Não existe um critério. A opção mercadológica, a opção de posicionamento, tudo é escolhido de acordo com as características da empresa. Não é a empresa que se adequa às opções existentes. Cada caso é um caso.
Gazeta Mercantil - Tudo é decidido depois que a agência tem em mãos o briefing da empresa?
Exatamente. A partir das características da empresa. Não adianta pegar uma coisa, um fato modal, por exemplo o marketing ecológico que está na moda. Eu vou ser ecológico se a característica da minha empresa e do meu produto não é? Eu tenho que seguir as características da empresa.
Gazeta Mercantil - Você tem visto um crescimento no investimento em marketing por parte dos pequenos empreendedores ?
Algum crescimento, sim. O que tem acontecido é o seguinte: algumas pequenas empresas estão aproveitando muito bem as alternativas de mídia que têm surgido, que é o caso da internet e do marketing de guerrilha e mais uma série de outras coisas, tendo em vista que os custos são pequenos e com efeitos muito bons. As pequenas estão aproveitando muito bem, entretanto ainda é reduzido o volume de empresas que têm recorrido a essas alternativas em território nacional. No mundo, a utilização dessas alternativas é maior. Várias empresas surgem de um modo underground, sem maiores perspectivas de crescimento, e divulgação, e por meio do marketing de guerrilha, de ações na internet e projetos virais, elas crescem.
Gazeta Mercantil - Voltando ao marketing ambiental, as pequenas e médias empresas que tiverem um perfil adequado a esse tipo de marketing têm bons resultados com sua utilização?
Se tiver um perfil que se encaixe ao marketing ecológico e tiver um discurso absolutamente verdadeiro, não for oportunista, será muito bom. Se for um discurso atrelado ao marketing ambiental, simplesmente pelo fato de essa ferramenta de comunicação estar muito comentada, estar muito prestigiada, porém não é pertinente para aquela empresa, esse discurso pode até ficar antiprodutivo.
Gazeta Mercantil - Esse discurso antiprodutivo pode acabar com uma pequena empresa?
Pode ser muito prejudicial. A verdade é a seguinte: a pior coisa que um mau produto pode ter é a boa propaganda. Isso porque ele será percebido, mais rapidamente, como um mau produto. Então, a mesma coisa acontece com as empresas, na qual a pior coisa que ela pode ter é um discurso que não condiz com sua identidade. Ela será desmascarada rapidamente.
Gazeta Mercantil - Em âmbito de Estado de São Paulo, Brasil e mundo, onde estão as melhores pequenas agências de publicidade?
Nos centros, aonde estão localizadas também as melhores grandes agências, como Rio de Janeiro e São Paulo. Mas, você tem no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, algumas agências criativas muito boas. Em Minas Gerais também, na Bahia. A publicidade, no Brasil, também se desenvolveu nos pequenos centros, locais que normalmente eram exportadores de talentos para Rio e São Paulo. Hoje, alguns desses talentos resolveram atuar nos seus próprios centros.
Gazeta Mercantil - Você destacaria uma região no Estado de São Paulo que é geradora de talentos?
Na verdade não. Os talentos estão muito espalhados pelo Estado, estão por toda a parte.
Gazeta Mercantil - A W/ Brasil atende presta serviço para as pequenas e médias, ou concentra o atendimento no mercado de grandes empresas?
Para nossa carteira, nós buscamos clientes maiores, mas se percebermos que uma empresa está iniciando com um grande potencial, para nós é muito importante, porque você pode fazer um trabalho e crescer junto. Nós evoluímos junto com vários anunciantes.
Gazeta Mercantil - Cite alguns deles?
Quando eu comecei a minha vida profissional com a Grendene. Nos anos 70, ela não era essa potência que é hoje. A companhia começou como pequeno anunciante, e, depois, se transformou em um grande anunciante brasileiro e grande uma empresa. Historicamente, várias empresas que eram pequenas, e que fizeram um belo trabalho na área mercadológica, se converteram para grandes.
Gazeta Mercantil - Você começou como uma pequena agência? Como foi o crescimento da W/ Brasil?
A W/Brasil começou pequena, mas em seis meses ela cresceu muito. Isso porque eu já tinha um crédito profissional muito grande, resultado dos 14 anos que trabalhei em uma grande agência, que é a DPZ. E, é diferente do negócio da prestação de serviço, os ritmos são outros. Ou seja, uma agência pode nascer pequena e pegar três grandes anunciantes, e passar para médio porte, ou grande. É bem diferente de uma fábrica, de uma indústria, que o crescimento é mais lento, só que o crescimento dessas empresas é um crescimento mais seguro, menos volátil do que o de uma agência de publicidade.
Gazeta Mercantil - Então o crescimento da W/Brasil foi exponencial?
Sim, foi muito rápido. A W/Brasil foi fundada em julho de 1986, e no final do mesmo ano, foi eleita a agência do ano. Ela foi agência do ano com seis meses de vida. Mas a W/Brasil tinha o fato do meu nome ser muito consolidado no mercado.
Gazeta Mercantil - Os pequenos e médios empresários devem acompanhar todo o processo de criação da campanha publicitária, ou apenas pagar e esperar os resultados?
Eu aconselho que eles confiem nos profissionais envolvidos. A confiança é um fator fundamental para se fazer a comunicação, e é um fator que motiva muito os profissionais envolvidos.
Gazeta Mercantil - Quais as principais dificuldades que as agências têm para trabalhar com as PME?
As dificuldades são empresários, pessoas, que não têm a prática do convívio com a comunicação. Isso cria uma tendência de que essas pessoas acabem interferindo de modo improdutivo no processo. Cabe à agência, ou ao profissional da área, ganhar a confiança desse empresário.
Gazeta Mercantil - Qual área da agência é responsável por ganhar a confiança do empresário?
Hoje, cada vez mais as agências são mais integradas. Então, eu digo que os grupos de atendimento, planejamento, mídia e criação, todos integrados, geram aquilo que, normalmente, você entende como um bom produto criativo.
Gazeta Mercantil - Então as quatro áreas se comunicam com o empresário?
Sim, todos se comunicam com ele, e aquele que perceber uma maior identificação com esse empresário, que conquistou a confiança fica em contato mais estreito com o cliente.
Gazeta Mercantil - A pesquisa de campo se encaixa, também, nas PME? Qual é a importância dessa ferramenta?
A pesquisa é muito importante para você descobrir aquilo que não é conhecido. Ela não serve para confirmar aquilo que você já sabe. Tem que ter bom senso e utilizar da pesquisa quanto realmente for necessária. Se você tem certeza, se você tem conhecimento, não vale a pena gastar com ela, mas sim investir esse valor em algo mais importante. Agora, se você tem dúvidas e precisa esclarecer dúvidas, faça a pesquisa.
Gazeta Mercantil - Qual veículo de comunicação é o melhor canal para as PME?
Cada caso é um caso. É necessário analisar o perfil da empresa e avaliar qual o melhor veículo de comunicação para ela. Levar em conta o custo-benefício, o custo por 1.000, ou seja, quanto ela vai gastar para atingir mil pessoas. Então, é caso a caso. Se você tem uma pequena empresa voltada para o mercado de produtos de luxo, existem algumas revistas segmentadas que os anúncios são encaixados muito bem. Se você tem uma produção de produtos populares, possivelmente você não tem dinheiro para fazer o anúncio em televisão, mas você tem uma alternativa de rádio. Se você tem uma coisa para o público jovem, através do cinema ou da TV a cabo você atinge esse público. Cada caso é um caso.
Gazeta Mercantil - Gazeta Mercantil - Você aconselha um investimento mínimo e máximo, em marketing, para as pequenas e médias?
Na verdade a empresa deve investir um certo percentual do seu faturamento, ou algo que está dentro do faturamento previsto. Assim como os grandes anunciantes estabelecem uma verba de propaganda, que é um percentual do faturamento deles, da receita deles, o pequeno anunciante deve seguir essa idéia.
Gazeta Mercantil - Você se recorda de uma campanha de uma pequena empresa que marcou a história da publicidade no Brasil?
Um dos exemplos brasileiros foi o lançamento de "Melissa". As sandálias Melissa, nos anos 70. O destaque foi porque o produto que atrelou comunicação com o trabalho de designers internacionais, e foi uma explosão.
Gazeta Mercantil - E em âmbito mundial?
Uma empresa que começou pequena, e por meio da comunicação se tornou uma gigante foi a IKEA,(empresa sueca) que atua no ramo de móveis. Ela, no seu início, se destacou com uma brilhante comunicação. Gazeta Mercantil - Internet e interatividade. Esse é uma caminho para a comunicação da pequena e média empresa? É um caminho, mas não necessariamente para todas. É um meio promissor, é um meio com custos baixos, muitas vezes o viral, isso e aquilo.


Direito e Gestão Empresarial
Adicionar aos Favoritos BlogBlogs Adicionar esta notícia no Linkk Selo Yoomp 110x20 Azul

Sphere: Related Content

domingo, 26 de outubro de 2008

MEI - pela formalização de um país


É preciso dar ao cidadão que está na informalidade a chance de tornar-se formal com um custo menor do que o de viver às escondidas
Guilherme Afif Domingos

Um dos grandes desafios atuais do Brasil é proporcionar ao cidadão que está na informalidade a oportunidade de tornar-se formal com um custo menor do que o de viver às escondidas. Esse tem sido um dos desafios que persigo em minha vida pública, desde meados da década de 1980, quando conquistamos o Estatuto da Microempresa. Há 20 anos fui eleito deputado constituinte com a missão de lutar por um tratamento diferenciado às micro e pequenas empresas. Assim, apresentei o artigo 179 da Constituição Federal, que hoje é retratado pelo Simples na legislação complementar.Contudo, a formalização ainda é precedida por um ritual burocrático massacrante, em que o maior problema enfrentado pelos brasileiros não é pagar os impostos, mas cumprir as infinitas obrigações acessórias.Outro fator complicador é que o conceito de "empresa" não cabe para classificar a ocupação profissional e de um cidadão comum. A idéia de empresa passou a ser mais uma modalidade de ficção jurídica a fim de legalizar somente algumas atividades.
Preocupados com isso, há quatro anos, quando presidi a Associação Comercial de São Paulo, apresentamos ao presidente Lula a idéia do "empreendedor individual pessoa física".Entusiasmado, ele recomendou expressamente que uma minuta fosse encaminhada ao então ministro da Fazenda, Antonio Palocci.Com o ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Marcos Lisboa, desenvolvemos um projeto absolutamente inovador, enviado à Câmara dos Deputados como proposta de simplificação total dos trâmites para aqueles que tinham uma atividade com renda bruta de até R$ 36 mil anuais. O projeto acabou incorporado às modificações no Simples, que geraram o Supersimples, também conhecido como Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas.
Quando assumi a Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Estado de São Paulo e a presidência do Programa Estadual de Desburocratização, em 2007, coloquei-me a campo para regulamentar, perante o Comitê Gestor do Supersimples, o dispositivo que denominamos MEI (microempreendedor individual), já com a idéia de uma pessoa jurídica com características de pessoa física, ou seja, o trabalhador autônomo.Com o apoio do secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, Mauro Ricardo Costa, representante do Conselho Nacional de Política Fazendária no Comitê Gestor do Simples, levamos essa proposta às autoridades, que entenderam não se tratar somente de uma regulamentação, mas de necessária modificação na lei complementar que deveria ser votada novamente na Câmara e no Senado.Coincidentemente, o relator do projeto, deputado José Pimentel, adepto da idéia, foi convidado a ser ministro da Previdência e entendeu ser o grande momento de inovar em matéria previdenciária: não aumentando as alíquotas dos formais, mas incluindo como novos contribuintes da Previdência Social mais de 10 milhões de informais em todo o país.Foi assim que unimos forças e realizamos em São Paulo, no mês de agosto, um mutirão pela legalidade, para que esse projeto fosse aprovado na Câmara dos Deputados e encaminhado rapidamente ao Senado Federal.
Com essa medida, o microempreendedor individual que fatura até R$ 36 mil por ano vai ter um registro mais simplificado, ou seja, não precisará fazer contabilidade nem emitir nota fiscal de venda para pessoas físicas. Terá como única obrigação guardar as notas fiscais de compra para não ser um distribuidor de mercadorias ilegais. Dessa forma, pagará uma única contribuição, de cerca de R$ 50, que incluirá todos os impostos federais, estaduais, municipais e mais a sua contribuição para a Previdência Social como autônomo. Tudo pago num único carnê, que já denominamos carnê da cidadania.Somente no Estado de São Paulo são 3,5 milhões de informais. Isso equivale à população do Uruguai. Se acrescentarmos a esse mutirão da legalidade os projetos de urbanização das favelas e da legalização dos loteamentos clandestinos, traremos à luz da cidadania, com acesso ao mercado de consumo via crédito, uma multidão maior que o número de habitantes de alguns dos nossos países vizinhos. Será um novo país, agora formal, dentro do Brasil.


Direito e Gestão Empresarial
Adicionar aos Favoritos BlogBlogs Adicionar esta notícia no Linkk Selo Yoomp 110x20 Azul

Sphere: Related Content

sábado, 25 de outubro de 2008

Publicações gratuitas para a gestão do negócio



O Sebrae-MG disponibiliza manuais práticos sobre as ferramentas de gestão disponíveis para uma boa gestão empresarial. Vale a pena conferir. Os links estão abaixo.


-Como Elaborar uma Pesquisa de Mercado

-Como Elaborar Controles Financeiros

-Como Elaborar Estratégica de Comercialização

-Como Elaborar um Plano de Vendas

-Como Elaborar um Plano de Cadastro, Crédito e Cobrança

-Como Elaborar Campanhas Promocionais

-Como Elaborar um Planejamento de Recursos Humanos

Direito e Gestão Empresarial
Adicionar aos Favoritos BlogBlogs Adicionar esta notícia no Linkk Selo Yoomp 110x20 Azul

Sphere: Related Content

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Curso gratuito sobre o Simples Nacional

A Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) e o Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) oferecem ao cidadão o curso de ensino a distância sobre o Simples Nacional. O curso visa oferecer maiores conhecimentos sobre o regime simplificado, propiciando um melhor entendimento do sistema pela pessoa jurídica optante ou para aquela que pretende optar.
O objetivo é esclarecer o funcionamento do Simples Nacional para os cidadãos. Ao final do curso, o aluno será capaz de compreender a sistemática de cálculo, como fazer a opção, como cumprir as obrigações tributárias e as vantagens da adesão ao regime.Trata-se de um curso aberto, ou seja, não contará com acompanhamento e orientação de tutores e atividades avaliativas. Há exercícios de fixação que testam o conhecimento adquirido nos módulos.
Para acessá-lo, clique AQUI.

Direito e Gestão Empresarial
Adicionar aos Favoritos BlogBlogs Adicionar esta notícia no Linkk Selo Yoomp 110x20 Azul

Sphere: Related Content

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Sociedades de Garantia de Crédito



Por Domingos Zaparolli e Françoise Terzian, para o Valor, de Salvador

Cansados de ver seus planos de negócios minguarem por falta de crédito bancário, empresários da região de Caxias do Sul (RS), com o apoio do Sebrae, uniram-se em busca de uma solução. O problema comum a eles, e à maioria dos micro e pequenos empresários brasileiros, era a falta de garantias a serem oferecidas aos agentes financeiros. A resposta ao problema foi encontrada na Itália, onde são comuns os Confidi (Consorzi Garanzia Collectiva Fidi), aqui chamados de Sociedades de Garantia de Crédito (SGC), sistema no qual os pequenos empresários consorciam-se para formar um fundo garantidor com recursos líquidos. Depois de conhecerem o modelo, os donos de pequenas firmas em 34 municípios da Serra Gaúcha formaram um fundo que já viabilizou empréstimos de R$ 10,5 milhões. E o melhor, a um custo inferior à média de mercado.

Agora, o Sebrae, que ajudou a formatar a sociedade garantidora gaúcha, quer reproduzir esse modelo de negócios pelo Brasil. "A organização de um sistema nacional de garantia de crédito é indispensável à ampliação contínua do crédito às micro e pequenas empresas", afirma Carlos Alberto dos Santos, diretor de administração e finanças do Sebrae Nacional.
Para disseminar esse tema, o Sebrae e o Banco Central do Brasil promoveram, na semana passada, uma ampla discussão em torno das SGC. Cerca de 250 pessoas de 19 países debateram sobre as experiências internacionais, os desafios das SGC e seus próximos passos, durante o II Fórum Brasileiro de Sistemas de Garantias de Crédito e o XIII Fórum Ibero-Americano de Sistemas de Garantia e Financiamento para as Micro e Pequenas Empresas, ocorridos dos dias 15 a 17, em Salvador (BA). "Garantia é um bem escasso que afeta principalmente as micro e pequenas empresas. As SGC são a saída para superar esse problema, principalmente com a crise financeira anunciada", afirma Pablo Pombo, secretário-técnico da Rede Ibero-Americana de Garantias (Regar).

Para viabilizar a SGC no país, a instituição fez uma Chamada Pública em março, oferecendo-se para apoiar financeiramente a sua constituição. No total, o Sebrae irá disponibilizar R$ 30 milhões. Alberto dos Santos informa que metade dos recursos será empenhada na oferta da assistência técnica necessária para a formação das associações empresariais e não são reembolsáveis.

Os demais R$ 15 milhões serão investidos na capitalização das sociedades e devem ser reembolsados em um prazo de cinco anos. O Sebrae também pretende atrair bancos de fomento, governos locais e grandes empresas, interessadas em fortalecer suas cadeias produtivas, como parceiros na empreitada.

A expectativa é a formação de 10 sociedades garantidoras, que contariam com um apoio inicial de R$ 3 milhões cada. Empresários da Bahia, de Minas Gerais, de Campos (RJ), Maringá (PR), e os franqueados dos Correios, reunidos na Abrapost (Associação Brasileira de Franquias Postais), já manifestaram ao Sebrae interesse em formar associações.

"O pequeno empresário não tem bens físicos para oferecer como garantia aos bancos. Por conta disso, não tem crédito. As sociedades garantidoras têm o potencial de mudar essa situação. O interesse dos empresários é muito grande", diz Dora Parente Costa, coordenadora da unidade de crédito do Sebrae-Bahia. A SGC da Bahia será multissetorial e atenderá empresas de Salvador e de cidades localizadas a até 120 km da capital. Os setores atendidos vão desde indústrias a supermercados e auto-escolas.

As SGC são instituições que complementam as garantias exigidas de seus associados nas operações de crédito contratadas com instituições financeiras. A função da sociedade não é conceder financiamentos, mas aproximar as empresas associadas dos agentes financeiros, por meio de complemento de garantias pessoais e da preparação da documentação necessária à obtenção do empréstimo. Essas sociedades devem ser integradas majoritariamente por micro e pequenos empreendimentos, conforme definição prevista na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, a Lei Complementar 123/60.

Alberto dos Santos considera as sociedades garantidoras uma evolução em relação ao sistema de garantia tradicional, representado pelos fundos de aval. Neste, o empresário paga uma taxa, uma espécie de seguro, para conseguir o crédito. Mas não tem seu risco mitigado, não gerando uma redução do custo do financiamento. Já os associados de uma sociedade garantidora têm interesse que a operação de crédito não resulte em inadimplência, o que representará um saque no fundo financeiro da sociedade, prejudicando a coletividade.

Para evitar essa situação, a sociedade faz uma análise prévia do plano de negócios que gerou a necessidade de crédito, detecta possíveis riscos na operação e oferece orientação ao empresário. Por outro lado, o empresário sente-se constrangido em não honrar seus compromissos assumidos, uma vez que é a reputação dele que está em jogo diante de sua comunidade. "Este conjunto de situações reduz significativamente o risco de inadimplência, gerando melhores condições de negociação com os bancos", diz o executivo.

A iniciativa de disseminação das SGC chega num momento oportuno. Após uma expansão contínua do crédito no Brasil, ocorrida nos últimos anos, a crise financeira internacional provocou uma visível redução na oferta de recursos. E o pior: as garantias tendem a virar artigo de luxo. Uma pesquisa com 26 instituições financeiras feita pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em setembro, antes do auge da crise internacional, já apontava uma redução das expectativas de crescimento do crédito bancário no país. Segundo o levantamento, a evolução das carteiras de crédito em 2008 sobre 2007 deverá ficar em 23,94% e não mais nos 24,97% previstos anteriormente. Para 2009, a evolução deve restringir-se a 19,33%.

O enxugamento do crédito também está no horizonte do diretor do Departamento de Normas do Banco Central, Amaro Gomes, para quem as pequenas empresas tendem a sofrer mais, proporcionalmente. No entanto, ele lembra que o momento atual não deve ser encarado só com pessimismo. "A crise é a oportunidade de aperfeiçoar o sistema financeiro e criar mecanismos de alocação de recursos para pequenas empresas, como as sociedades garantidoras", diz Gomes.

A consolidação das sociedades garantidoras ainda depende da regulamentação do Conselho Monetário Nacional, do Sistema Nacional de Garantias de Crédito (SNGC), que elevará as sociedades à condição de instituição financeira sob fiscalização do Banco Central. Essa supervisão feita pelo governo é comum nos países europeus adeptos das SGC, por dar mais credibilidade ao sistema e torná-lo mais atrativo às grandes empresas, instituições financeiras e aos governos interessados em apoiar a iniciativa. "Com a crise, a regulamentação deverá ganhar rapidez, uma vez que as sociedades são um fator de sustentação do fluxo de recursos para um segmento que certamente será afetado pelo aumento de aversão ao risco", diz Gomes.

O movimento das SGC teve início no começo do século 20, na França. Hoje, as sociedades são amplamente difundidas em países como Espanha, Japão, Itália, Alemanha, Argentina e Chile. Na Itália, por exemplo, cerca de um milhão de empreendimentos estão associados aos Confidi, o que representa 25% das micro e pequenas empresas italianas. Hoje, existem aproximadamente mil consórcios desse tipo no país, responsáveis pelas garantias de 12% das operações financeiras italianas. Os Confidi garantem até 80% do crédito concedido pelos bancos.

Já na Espanha, as Sociedades de Garantia Recíproca (SGR) contam 23 entidades ativas, que agrupam 75 mil sócios. Embora ainda representem apenas 2,6% do total de créditos concedidos às micro e pequenas empresas ( 3,3 bilhões de euros , contra 128,15 bilhões de euros no sistema financeiro espanhol), as atividades da SGR encontram-se em rápida expansão.
Direito e Gestão Empresarial
Adicionar aos Favoritos BlogBlogs Adicionar esta notícia no Linkk Selo Yoomp 110x20 Azul

Sphere: Related Content

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Blogs corporativos.


Dando continuidade ao tema dos blogs coporativos (para ver o que já foi escrito antes, clique AQUI), apresentamos o blog corporativo wiki, que lista 173 blogs de negócios, dividindo-os em pequenas & médias empresas, grandes empresas, instituições de ensino, dentre outros. Para conhecer os blogs das pequenas e médias, clique AQUI.

No Blog de Guerrilha, Wagner Martins fez um resumo de sua apresentação sobre o tema"Blogosfera Como Mídia", em evento sobre Redes Sociais da revista Info. Para ler este resumo clique AQUI. Para escutar a palestra clique AQUI.


Direito e Gestão Empresarial
Adicionar aos Favoritos BlogBlogs Adicionar esta notícia no Linkk Selo Yoomp 110x20 Azul

Sphere: Related Content

sábado, 18 de outubro de 2008

Pesquisa de mercado e a pequena empresa


Por Emmanuel Malta


Via becocomsaidasebrae.wordpress.com e mundosebrae.wordpress.com.br


Este texto foi redigido com o objetivo de fornecer algumas dicas sobre a utilização de pesquisas de mercado para que empreendedores - potenciais e estabelecidos – explorem ao máximo esta importante ferramenta para o seu negócio.

São pequenas recomendações e sugestões, que não esgotam o mundo de aspectos que caracterizam este trabalho, sintetizadas a partir de observações colhidas ao longo de quatro anos de experiência na produção de estudos, sondagens e pesquisas realizadas no Sebrae Nacional.

Movidos pela necessidade de empreender e garantir o seu sustento, cerca de metade dos empreendedores brasileiros inicia um negócio sem conhecer adequadamente algumas questões decisivas para o crescimento e sustentabilidade do seu negócio. Uma das principais conseqüências é que cerca de 30% das empresas brasileiras que possuem menos de dois anos de atividade encerram as suas atividades.

Quando analisamos as estatísticas e estudos disponíveis realizados pelo Sebrae, identificamos claramente que um dos principais motivos desta preocupante taxa de mortalidade é o desconhecimento do empresário sobre aspectos relacionados ao mercado. Embora a gestão e o planejamento sejam temas importantes, verificamos que, saber para quem se deseja vender e a que preço, são questões secundárias, o que é determinante para o fracasso dos negócios.

É nesse contexto que entram os profissionais especializados na realização de pesquisas de mercado, que procuram mostrar para candidatos a empreendedores e mesmo àqueles que desejam expandir o seu negócio, as oportunidades que viabilizam a superação das dificuldades existentes.

A questão é que o tema pesquisa, além de pouco utilizado, é cercado de uma aura de mistérios indecifráveis para o cliente comum, que intimidado, vê naquela montanha de números e gráficos uma complexidade que justificam o adiamento - ou mesmo desistência - da implantação das medidas de gestão necessárias para a melhoria do seu negócio.

Parte disso ocorre porque a maioria dos empresários e usuários das informações provenientes das pesquisas não sabe muito bem aquilo que desejam conhecer. Parece paradoxal, mas muitas vezes o trabalho de construir as perguntas chave, fundamentais, não é elaborado pelo maior interessado!

Ao invés do cliente da pesquisa refletir bem sobre os principais gargalos e necessidades existentes no seu dia a dia, colocar isso no papel – ou no computador, ou no celular, etc - ele os traduz de forma sumária para os especialistas, que então elaboram um relatório inadequado ou pouco producente, até porque não conhecem a fundo – e não devem conhecer – todos os detalhes operacionais de cada negócio.

A partir desta constatação, a primeira dica que poderíamos apresentar a você, que deseja utilizar pesquisas para iniciar ou ampliar o seu negócio, é focar nas principais variáveis de interesse e evitar questionários extensos, cansativos e pouco efetivos.

Tente você mesmo, que conhece o seu cliente e o seu mercado, rascunhar as principais perguntas que lhe inquietam e, somente depois disso, construa com a equipe contratada a versão final daquilo que você deseja explorar. Adotando esta primeira sugestão, você economizará tempo e dinheiro, insumos importantíssimos, que não podem ser desperdiçados.

Uma outra sugestão é você estabelecer previamente como deseja receber as respostas da empresa contratada, de modo que as principais relações entre as variáveis e temas do seu interesse estejam garantidas, facilitando a sua compreensão sobre os aspectos até então obscuros. Lembre-se que é você quem melhor conhece os principais problemas e possibilidades para o seu negócio.

A terceira dica é solicitar um relatório objetivo, focado nas suas inquietações, que apresente de forma clara e objetiva as principais relações que você desejava conhecer quando contratou o trabalho. Ele deve ser redigido de forma clara, simples, que lhe permita o pleno entendimento dos resultados. Não se intimide com os termos estatísticos. Todos eles são passíveis de tradução. Quem irá manusear o produto final é você.

Finalmente, procure fazer um esforço para compreender a relação entre os resultados que estão na sua mão e as variáveis externas que poderão modificá-los, para que todo esse esforço repercuta de forma positiva no seu empreendimento, procurando sempre entender e acompanhar quais outras variáveis que influenciam cada daquelas que você elegeu para a pesquisa.

Resumindo: quem estabelecerá o benefício máximo dos resultados de uma contratação de consultoria de pesquisa de mercado é você. É um erro comum delegar esta tarefa para as empresas de consultoria, que eventualmente poderão até apresentar algumas conclusões do seu interesse, embora de forma restrita, parcial.

O segredo está no fato de saber antecipadamente quais são as melhores perguntas – que normalmente são poucas e focadas – para que se obtenham as melhores respostas, adequadas às suas necessidades.

Direito e Gestão Empresarial
Adicionar aos Favoritos BlogBlogs Adicionar esta notícia no Linkk Selo Yoomp 110x20 Azul

Sphere: Related Content
Related Posts with Thumbnails
 
Yoomp