Empreendedor individual foge do calote com vendas pelo cartão via celular

A tecnologia na venda por celular está revolucionando o trabalho do vendedor porta a porta

 


Por Fátima Emediato, Agência Sebrae

No Brasil são mais de 3,5 milhões de vendedores porta a porta que comercializam cosméticos, bijuterias, roupas, livros e outros produtos. Estes vendedores estão aderindo cada vez mais ao registro de empreendedor individual e, com isso, saindo da informalidade, garantindo os benefícios da Previdência Social, o acesso a crédito com juros mais baixos e agora a uma nova tecnologia de venda com cartão de crédito, através de um aparelho celular.

Até o dia 27 de outubro a Bahia já havia registrado 937 empreendedores individuais que vendem cosméticos. Também já é comum nas principais praias do Rio de Janeiro os ambulantes usarem o celular para fazer suas vendas.

A Redecard, responsável pela captura, transmissão, processamento e liquidação financeira de transações com cartões de crédito, débito e benefícios, é pioneira em tecnologia de venda por celular e desenvolveu o Redecard Móvel, que opera com os cartões de bandeiras Visa, Mastercard e Dinners.

De acordo com o diretor de Inovação da Redecard, Massayuki Fujimoto, a venda com cartão, através do celular, está revolucionando a vida dos empreendedores individuais. Segundo ele, muitos profissionais que trabalhavam para empresas de cosméticos, por exemplo, deixaram de exercer a atividade porque levavam calote do cliente final, mas a venda pelo celular está mudando isso.

Para o diretor da Redecard, o empreendedor individual representa a inclusão de muitos profissionais, que antes não participavam da venda eletrônica. "Com a solução da venda pelo celular, num mercado onde existe uma inadimplência alta, é possível garantir a continuidade da atividade já que é possível evitar o calote. Antigamente essa atividade de venda de porta em porta, como cosméticos e roupas, era vista muito como um bico. Agora o empreendedor individual cria um profissionalismo e garante a continuidade de sua atividade com mais força, com menos riscos e mais segurança", destaca o executivo.

Quem já está se beneficiando desta solução de venda com cartão de crédito pelo celular é a empreendedora individual de Salvador Ana Paula Pereira, 32 anos, que vende cosméticos e lingerie. "Você só precisa ter um celular com internet e baixar um programa oferecido pela operadora. Para cada venda é cobrado 2,80% e a prazo 3,30 %, podendo parcelar em até 6 vezes. É mais barato do que alugar uma máquina de cartão de crédito, que chega a 130 reais por mês", conta Ana Paula, que está aumentando suas vendas e evitando o calote dos clientes.

Facilidade adicional

A partir de novembro a Redecard vai oferecer mais uma opção para o empreendedor individual vender mais. É o aluguel de um aparelho celular já com a internet e o software para vendas com cartão de crédito. "Decidimos oferecer esta opção, que vai custar em torno de R$ 15,00 mensais, porque muitos empreendedores, sem internet no celular, têm dificuldade de baixar os programas para ter acesso a venda pelo celular. Vamos entregar o celular pronto, mediante um aluguel mensal em torno de R$ 15,00, independente do valor da venda, além da taxa por transação de venda, que gira em torno de 3% sobre o valor da venda. Este celular vai ser dedicado exclusivamente para pagamento com cartão de crédito", explica o diretor de Inovação da Redecard, Massayuki Fujimoto.

As orientações para quem quer se credenciar pela Redecard, para usar a tecnologia de venda com cartão de crédito por celular, podem ser obtidas no telefone 4004 3298, para capitais e regiões metropolitanas: para outras localidades, 0800 726 3298. Para quem já tem a tecnologia Java e internet no celular basta baixar o programa enviando um sms, ou torpedo, para o número 26630 com as letras RC. A partir daí a pessoa recebe um sms com um link para fazer o download do programa. Para fazer a venda basta digitar o numero do cartão, com a validade mês e o ano, o código de segurança, impresso no verso do cartão, e o valor. Depois de 30 dias o valor da venda cai na conta do empreendedor.

Direito e Gestão Empresarial

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