Sites de compras coletivas dão vida nova a pequenas e médias empresas

por Bruno Rosa, d'O Globo
Febre no mundo da internet, os sites de compras coletivas têm impulsionado as pequenas e médias empresas do país. Com descontos que chegam a 80%, salões de beleza, restaurantes e churrascarias estão tendo de contratar funcionários e investindo em equipamentos para atender a uma demanda, muitas vezes, não planejada. Os empreendedores usam ainda as páginas da rede como estratégia de marketing para acelerar o crescimento. 

Somente no Brasil, de acordo com a consultoria comScore, já são mais de seis milhões de visitantes únicos por mês nos três maiores sites (Groupon, Peixe Urbano e Click On), que, juntos, respondem por 50% do segmento. Somente no segundo semestre de 2010, o volume de acessos subiu mais de 50%.

É de olho nesses números que muitas pequenas empresas têm se aventurado no mundo virtual. Apesar de não obter ganhos com a venda dos cupons, os empreendedores afirmam que a receita aumenta com a conquista de novos clientes. Do outro lado, os sites não param de lucrar, pois ganham comissões entre 25% e 50% sobre cada voucher. 

- A maioria das empresas é desconhecida do público. Por isso, a maior parte das pessoas não aceita pagar um preço alto. Mas, quando o valor cai, a intenção muda. A indústria já aprendeu que oferta boa vende. Como as promoções podem ser usadas por alguns meses, esses empreendedores conseguem se planejar - diz Daniel Deivisson, um dos sócios do OfertaX. 

A nutricionista e empresária Mariana Costa é um exemplo. Há um ano, ela criou a Viver de Salada, empresa de entrega de alimentação saudável. Mas o negócio não estava emplacando, e ela viu nos sites de compras uma oportunidade de tornar seu produto conhecido. Na ação, baixou o preço da salada em 71%, de R$ 14 para R$ 4: 

- Foram 1.663 pedidos de saladas em três horas. Tive de pedir para o OfertaX tirar a promoção do ar. Estava com medo de não conseguir atender aos pedidos. Tive de me readequar, já que minha base de clientes triplicou. Contratei oito pessoas e comprei equipamentos. 

Situação semelhante viveu o Excelentíssimo Casa da Costela, uma churrascaria na Vila Clementino, em São Paulo. A casa usou a popularidade dos sites para aumentar a base de clientes. Renato Lourenço da Silva, sócio do espaço, que fez a ação com a Groupalia, lembrou que quatro mil novos consumidores provaram a costela, cujo preço caiu de R$ 40,60 para R$ 8: 

- Pensei que venderia 500 vouchers. Mas foram 6.200 cupons. As pessoas vieram e consumiram outras coisas. E o faturamento quase dobrou. Com demanda maior, contratei mais pessoas. Dobrei a quantidade de louças. Tive de investir para atender a todos. Se alguém viesse aqui e tivesse algum tipo de problema, seria muito ruim. 

Em alguns casos, os sites de compras coletivas acabam antecipando os planos de expansão dos pequenos empresários. É o caso da Pixel House, empresa que imprime fotos digitais. Depois de vender 46 mil cupons em uma ação no Groupon, Rodrigo Kfouri, sócio da empresa, revela que 85% dos internautas que participaram da promoção não conheciam o estabelecimento: 

- Na ação, o preço caiu 58%. Tivemos de nos ajustar e antecipar novos investimentos, comparando equipamentos. 

Fim da matéria.

Veja abaixo os principais sites de compra coletiva, segundo o site Bolsa de Ofertas.

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