Bens reais como garantia bancária e a necessidade de informações confiáveis


Pouco conhecidos no Brasil, os instrumentos de garantias de crédito existem para complementar a falta de garantias reais (ou colaterais) que invariavelmente são requeridas por bancos quando da solicitação de um financiamento, seja ele em instituição pública ou privada.


do pequenosnegociosefinancas.blogspot.com

Em diversas pesquisas realizadas pelo Sebrae, a falta de garantia real é considerado o “calcanhar de Aquiles” de empresas de micro e pequenos portes. Pelo menos foi o que demonstrou pesquisa realizada em 2009 pelo Sebrae em SP, onde este ponto é efetivamente apontado como um dos principais fatores que tem restringido o acesso das MPE ao crédito bancário.

Tal fato reside na insuficiência de garantias reais a serem oferecidas às instituições financeiras. Mesmo sendo a pesquisa realizada há dois anos, tal resultado também foi indicado pelos empresários nas últimas, o que demonstra a necessidade de buscar medidas e alternativas capazes de suplantar tal dificuldade.
Em termos práticos, quando um empresário busca uma linha de crédito junto a uma instituição financeira, além de atender a todos os aspectos burocráticos necessários a atender aos parâmetros mínimos de análise de crédito, também se faz necessário a apresentação de garantias, caso contrário, muito provavelmente o acesso ao financiamento não será “fácil”.

Não possuindo bens reais, principalmente imóveis, resta ao empresário aumentar o nível de confiança junto à instituição financeira, mantendo sempre atualizado suas informações bancárias e até mesmo junto a seus principais fornecedores.

Com mais informações, e claro, maior atenção ao fato que garantias reais são imprescindíveis ao acesso a linha de crédito com condições minimamente razoáveis, quanto mais informações confiáveis a empresa possuir, maior será a probabilidade de sucesso na busca de recursos de terceiros em condições adequadas.

Sempre somos consultados sobre quais seriam as melhores linhas de crédito. A resposta passa pela indicação das linhas de crédito disponíveis e pelo diagnóstico do grau de organização da empresa, a exemplo de financiamentos disponibilizados por instituições financeiras públicas federais, as quais são operadoras de recursos advindos, por exemplo, de Fundos Constitucionais de Financiamento (do Centro – Oeste, Norte de Nordeste) e Programa de Geração de Emprego e Renda (PROGER), os quais aceitam a utilização de instrumentos de garantias complementares em suas negociações.

Portanto vale a pena perguntar ao seu gerente se o banco utiliza alguns instrumento de garantia complementar, sendo os principais o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas – FAMPE do Sebrae, o Fundo de Aval para a Geração de Emprego e Renda – FUNPROGER, o Fundo de Garantia de Investimento (FGI), o Fundo de Garantias de Operações (FGO), Seguro de Crédito e se o banco tem parceria com uma Sociedades de Garantia de Crédito (SGC).

Dito isto acreditamos que a falta de garantias reais pode e deve ser compensada por informações confiáveis e que reflitam a real situação econômico-financeira das empresas, pois estas sim, adicionadas a instrumentos de garantia complementares, a exemplo dos apresentados, poderão viabilizar o acesso de sua empresa a financiamentos.

Avancemos!


Direito e Gestão Empresarial

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O auxílio doença e o Empreendedor Individual/MEI

Planilhas gratuitas para auxiliar uma boa gestão financeira

Roteiro para elaboração de contrato de prestação de serviços.