Como montar um plano de negócios em 5 passos

ID-100143631Por Gabriela Manzini, do www.pensandogrande.com.br

No mês passado, começamos uma nova coluna semanal para responder às suas dúvidas e ajudá-los a construir seus negócios. No texto de hoje, trazemos a dúvida do leitor Fabio Guarnieri:
“Quantas páginas deve ter um plano de negócios que será apresentado a investidores capitalistas? 10? 20? 30? 40? Com tanto dinheiro para investimento, será que empreendedores estão capacitados para buscar esse capital?”

Fabio, pequenos empresários podem sim ser capacitados para buscar esse investimento. Quanto ao plano de negócios, não existem regras rígidas e normas pré-definidas para essas situações, assim como não existe apenas uma metodologia para se desenvolver um plano.
Um plano de negócios é um documento com informações conceituais do empreendimento a ser construído. Ele serve como ferramenta de apresentação do negócio para investidores e sócios e tem como objetivo tornar clara a ideia e viabilidade financeira do projeto. Trazemos abaixo um roteiro para um bom ponto de partida. Mas vale ressaltar que, dependendo do negócio, outras especificidades serão exigidas.

1. SUMÁRIO: consiste em uma apresentação da empresa e no resumo dos principais pontos do plano de negócios. Deve conter dados como: o que é o negócio, quais os principais produtos/serviços, quem serão os clientes-alvo, qual o faturamento mensal e lucro que se espera obter. Outros dados importantes do sumário:
*Dados dos empreendedores, experiência profissional dos sócios e atribuições de cada um – vale definir as principais funções, autonomia e remuneração dos envolvidos e se os sócios possuem objetivos comuns, o que é fundamental para o andamento do negócio;
* Dados do empreendimento – nome e CNPJ da empresa;
* Missão da empresa – qual o papel que a organização tem em sua área de atuação e qual o seu diferencial no mercado. Essa parte deve responder a questões como “qual é o seu negócio?”, “quem é o consumidor?”, “o que é valor para o seu consumidor?”, entre outras;
* Setores de atividades – basicamente o segmento de atuação. Exemplos: agropecuária, indústria, comércio, prestação de serviços;
* Forma jurídica – empresário, sociedade limitada ou outros;
* Enquadramento tributário – definição do cálculo e recolhimento de impostos por meio das categorias de Empreendedor Individual, Regime Normal ou Simples Nacional;
* Capital social – é representado por todos os recursos colocados pelos sócios, sejam eles financeiros ou materiais (como máquinas e equipamentos);
* Fonte de recursos – de que maneira serão obtidos os recursos para montar o seu negócio, sendo estes próprios (aplicação dos proprietários) ou de terceiros (busca de investidores ou empréstimos bancários);
Apesar de ser a primeira parte do plano, recomenda-se que ele seja elaborado no final de todo o processo, já com todas as informações prontas.
2. Análise de Mercado: aqui, é feito um estudo da área de atuação do empreendimento, bem como análise de concorrentes (diretos e indiretos) e avaliação da cadeia de fornecedores. Entra aqui também a análise das ameaças e oportunidades externas, bem como os pontos fortes e fracos do seu negócio.
3. Plano de Marketing: contém a descrição dos principais produtos e serviços, e também a política de preços e estratégias e estrutura de distribuição e comercialização.
4. Plano Operacional: é o desenho ou arranjo físico da distribuição dos setores da empresa. Nessa parte, também se demonstram como devem funcionar os processos operacionais da organização e qual é a estimativa do quadro de funcionários e previsão de sua expansão.
5. Plano Financeiro: deve conter as estimativas de investimentos pré-operacionais, investimentos fixos e capital giro, além de demonstrativo de resultados (despesas e receitas, depreciações e seguros), rentabilidade do negócio e prazo de retorno do investimento. Aqui entram ainda impostos e taxas e simulações de financiamentos, com prazos de amortização, carências e juros que podem impactar no seu negócio. Esta etapa mostra a viabilidade econômica do projeto e funciona como referencial para o empreendedor.
Para mais informações sobre o assunto, o Sebrae disponibiliza uma cartilha bastante didática para PMEs brasileiros, contendo, inclusive, um modelo de plano de negócio ao final.
 Direito e Gestão Empresarial

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