Ponto da virada!


"O que não se regenera, se degenera e morre" (Morin)

Empresas, aos milhares, estão se tornando mais e mais obsoletas a cada dia, se afastando do seu público, que está cada vez mais empoderado e sabedor das suas necessidades, vendo concorrentes evoluindo rapidamente e plataformas surgindo com força avassaladora. O mundo analógico vai sucumbindo ao poder dos serviços, principalmente os digitais. As economias do compartilhamento e da colaboração crescem a mil por hora. Plataformas dominam nossas vidas sem que percebamos e os prosumers se proliferam, produzindo e consumindo ao mesmo tempo.

As empresas precisam se reinventar e se adaptar a essa realidade urgentemente. Tendências se tornaram urgências! Todos os padrões criados até meados dos anos 2000 estão sendo desconstruídos de forma aguda e veloz, provocando tensão e até desespero nos executivos e empreendedores de empresas de todos os portes. E que fique o alerta: aqueles que não estão preocupados podem estar contando os dias pra fechar as portas.
Como não morrer? Como se reinventar e ser competitivo?

A agilidade é mais do que nunca uma necessidade. Planejamentos longos, lineares e detalhados, principalmente para pequenos negócios, perdem a utilidade, ao mesmo tempo que métodos ágeis de gestão e planejamento, construídos colaborativamente, junto com o cliente, focado nos problemas destes, passam a ser drives importantíssimos nesse cenário.
O foco nos problemas dos clientes deve ser a chave de tudo, o ponto de partida. Voluntarismo, aptidões e talentos dos empreendedores, criatividade, dentre outros fatores amplamente ligados ao empreendedorismo podem contribuir, sim, com bons negócios, mas não sem que sejam precedidos por boas rodadas de interações com o público alvo do empreendimento e bom conhecimento do mercado.

E por fim, pelo menos para a conversa de hoje, o poder das plataformas digitais deve ser utilizado em favor dos negócios. Tudo hoje tem alguma plataforma por trás, multilateral, ampla e aberta, proporcionando ampla troca de valor entre seus componentes, gerando um forte e consistente network effect. Os empreendedores podem estar nesse fluxo de forma passiva, como simples fornecedores de dados, ou se integrar efetivamente usando tudo isso como diferencial competitivo, trocando valores, desde uma simples presença digital bem feita nos motores de busca até a participação em comunidades de co-criação, passando pelas estratégias e-xperience (e-learning, e-business, e-commerce).

Mas então é isso? Essas são os aspectos de toda a disrupção pela qual o mundo está passando? É claro que não! Há muito mais sobre o que falar e sobre o que o fazer. Estamos atrasadíssimos! E essa será a missão desse blog!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O auxílio doença e o Empreendedor Individual/MEI

Planilhas gratuitas para auxiliar uma boa gestão financeira

Roteiro para elaboração de contrato de prestação de serviços.