Pensar Digital!



O digital da sua empresa não pode ser um departamento ou uma pessoa. Tem que ser uma maneira de pensar!

Pensar digital não é fazer uma empresa high tech e sim ampliar o leque de possibilidades de ganhar dinheiro, de uma forma mais eficiente! Mas isso tem sido abordado de forma errada por muitas empresas. Na ânsia de entrar no jogo da “transformação digital”, criam departamentos, realizam hackatons, constroem belos portais e aplicativos, digitalizam processos. Mas esses são apenas alguns elementos de uma verdadeira estratégia digital, que, soltos, tem muito pouca eficiência.

Se, por um lado, não é possível dar um “cavalo de pau”, por outro, ações pontuais e concentradas não resolverão a situação. O processo deve ser uma verdadeira jornada, revestida de agilidade, com a filosofia open, com vários ganhos incrementais e com a formação de uma verdadeira cultura na empresa. Os focos devem ser basicamente dois: aproveitar oportunidades de negócio e conseguir enxergar, e atuar, para enfrentar ameaças. Tudo vem junto no tsunami digital.

Falar que estamos vivendo uma era de inovações aceleradas, transformações digitais e bla, bla, bla, já virou um clichê. Qualquer um sabe disso. Mas agir de acordo, são outros quinhentos. Muita gente ainda está aprendendo.

E há algumas considerações principais sobre os caminhos que cada empresa tem que descobrir nessa jornada:
Agilidade. E não a agilidade comparada ao que a empresa era antes e sim a agilidade em relação ao seu mercado e as inovações que ocorrem nele. As grandes transformações muitas vezes vêm de um conjunto de pequenas entregas ágeis.
Conhecimento. Estar atento às novidades e inovações, provocando-se constantemente a incorporá-las. Atenção aos dados de mercado, ao modelo big data, ao comportamento dos consumidores.
Atitude digital. Não basta estudar e conhecer. Tem que implantar o mindset digital no time e, principalmente, nas lideranças. Muito do que já acontece no cotidiano das “pessoas físicas”, com o uso de aplicativos, plataformas, softwares, serviços compartilhados, troca de informações e colaborações, deve ser incorporado ao DNA empresarial também. O negócio pode até ser local, mas com uma visão global.
Marketing digital. O marketing tradicional está morrendo! O foco tem recair no marketing digital, nas plataformas, na reputação e presença digital do negócio. Não estamos falando de ter um site e sim de presença digital, na busca do Google, na relação com os consumidores que buscam e avaliam o serviço nas grandes plataformas como Google, TripAdvisor e Mercado Livre, além dos novos marketplaces.
Resultado. Os empreendedores não podem se iludir com as “métricas da vaidade”, aquelas que não tem ligação direta com o objetivo da empresa, que é ampliar seu retorno financeiro. Likes em redes sociais, seguidores, uso de softwares, downloads de aplicativos, acessos a sites, são exemplos dessas métricas. É fundamental ter foco em funil de vendas, reputação, números de clientes, faturamento bruto, margens de lucro, tickets médios, ROI, Princípio de Pareto do portfólio, dentre outros.

Nesse contexto, é necessário que todo o time da organização deva ser digitalmente educado e integrado à estratégia, via trabalhos colaborativos, cocriação genuína, conexões externas e troca de conhecimentos.

Enfim, ser digital não é usar redes sociais ou smartphones. Muito menos o simples uso de qualquer tecnologia de forma isolada. Ser digital é uma forma de pensar, buscando melhorar o desempenho das pessoas e da organização, com decisões mais eficientes e processos otimizados e interativos.

Todas as bilhões de pessoas que tem um smartphone no bolso estão conectadas. E prestem atenção nisso: as pessoas não estão mais on line e off line. Com todas as plataformas (redes sociais, redes de consumo e compartilhamento, serviços financeiros, marketplaces, etc) todos nós estamos on line, sempre!

Pra finalizar, que tal fazer um pouco do exercício do “fast forward”? Como estará seu negócio daqui a 10 anos, mantendo-se o status atual de gestão e estratégia? Vivo? Morto? Lucrativo? Se morreu, o que o matou?

E o exercício do “only digital”? Como seria sua empresa se só fosse possível vender seus produtos e serviços de forma digital?

Vamos sempre nos lembrar que “ser digital” nos trouxe a maior empresa de taxis da história, que não tem nenhum carro, a maior rede de hospedagem, que não tem nenhum quarto, o maior varejista, que não tem nenhum produto ou prateleira...


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